Líderes Políticos Defendem Participação Popular
A proposta de eleições diretas no Rio de Janeiro ganhou apoio de diversas correntes políticas, incluindo o PCdoB. A líder do partido na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Dani Balbi, expressou seu apoio à ideia, afirmando que “não há saída justa sem participação popular”. Em um vídeo, ela enfatizou a importância de que a escolha do governador do estado seja feita por meio das urnas.
Luiz Paulo, líder do PSD na Alerj, também endossou essa visão, alegando que “o melhor para a crise que estamos enfrentando é consultar o povo”. Ele acredita que a liminar concedida pelo ministro Zanin, que possibilita o avanço dessa discussão, representa um “primeiro passo”. A decisão ainda será revista pelos demais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dias.
Resistências ao Movimento por Eleições Diretas
Entretanto, a proposta de eleições diretas não é unanimidade. O deputado estadual Márcio Gualberto, do PL, contrapunha a iniciativa, afirmando que a medida não reflete uma preocupação genuína com a população, mas sim um “interesse no domínio absoluto” da política no Rio. Ele insinuou que tal manobra seria desejada por Eduardo Paes, ex-prefeito da capital, que, segundo ele, tem ambições de retornar ao Palácio Guanabara.
Eduardo Paes, filiado ao PSD, lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo do estado. Caso a eleição direta seja confirmada, é provável que ele enfrente Douglas Ruas, também do PL, que conta com o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Semana Agitada na Política do Rio
Na última semana, o estado do Rio de Janeiro vivenciou uma intensa movimentação política, com três governadores assumindo o Executivo em um curto período. Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo na segunda-feira, devido a um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionado a fraudes nas eleições de 2022. O caso, conhecido como Caso Ceperj, revelou contratações secretas de mais de 20 mil funcionários públicos que atuaram como cabos eleitorais.
Após a renúncia, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, assumiu temporariamente o governo, uma vez que o estado está sem vice desde maio, quando Thiago Pampolha foi indicado para o Tribunal de Contas do Estado. Além disso, Rodrigo Bacellar, presidente eleito da Alerj, não pode assumir devido a complicações jurídicas.
Bacellar foi afastado em dezembro por uma decisão do STF, após ser preso pela Polícia Federal sob suspeita de vazamento de informações para o crime organizado. Na sexta-feira, ele foi detido novamente. Para complicar ainda mais a situação, na quinta-feira, Douglas Ruas foi eleito presidente da Alerj, mas sua ascensão ao cargo interino foi anulada por uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

