Um Legado Cultural Inesquecível
Ives Macena, o criador da primeira lona cultural do Rio de Janeiro, faleceu na última terça-feira (6), aos 74 anos. A notícia pegou a todos de surpresa, já que não foram divulgadas informações sobre a causa de seu falecimento. Nascido e criado em Campo Grande, na Zona Oeste da capital fluminense, Macena se destacou como um dos grandes responsáveis pela democratização do acesso à cultura, especialmente em regiões historicamente marginalizadas, como as zonas Norte e Oeste.
Com uma visão inovadora, Ives idealizou as lonas culturais como um meio de levar atividades artísticas e culturais para a população. Seu projeto inicial inspirou a criação da atual rede de Arenas e Areninhas Cariocas, que busca ampliar o acesso a eventos culturais em áreas afastadas dos grandes centros culturais do Rio. Utilizando estruturas semelhantes às de circo, as lonas se tornaram um importante símbolo de resistência cultural e inclusão social.
Transformações na Cena Cultural Carioca
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Além de sua atuação como produtor cultural, Ives Macena foi um defensor ativo de artistas populares e um forte incentivador do fortalecimento de espaços culturais comunitários. Sua trajetória notável o levou a receber o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2024, reconhecimento que solidificou sua contribuição à cultura carioca.
Uma reportagem de O DIA, publicada em março de 2026, revelou que a família de Ives buscava melhorias para o espaço cultural que administravam há gerações. Christian Pierini, seu filho e um dos diretores do teatro, compartilhou a história de como o espaço foi fundado em 1958 e passou por dificuldades durante o regime militar. Nos anos 1980, a família reativou o local e, com a visão de Ives, lançaram uma campanha para cobrir o teatro, conquistando uma lona da extinta Fundação RioArte após a Eco 92.
Reconhecimento e Legado
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Em uma nota publicada nas redes sociais, a Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro ressaltou a importância de Ives Macena na transformação da cena cultural da cidade. “Ele foi um grande visionário que enxergou nas lonas uma oportunidade acessível para que a arte e a cultura circulassem nas Zonas Norte e Oeste”, disse o órgão. O impacto de seu trabalho ressoa até hoje, inspirando novas gerações a lutar pela democratização da cultura.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório e sepultamento de Ives Macena. A perda deixará um vazio na comunidade cultural, que reconhece seu contributo inestimável para a promoção da arte e da cultura no Rio de Janeiro. Ives Macena será sempre lembrado como um defensor incansável da democratização cultural.

