Discussão em grupo termina em ataque com faca
Uma discussão entre colegas do segundo período do curso de Cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, terminou em violência na tarde desta terça-feira. Segundo testemunhas, o desentendimento começou durante a divisão de tarefas de um trabalho acadêmico e logo escalou para agressão física. Por volta das 14h, três estudantes foram atingidos por golpes de faca, todos com idades entre 18 e 20 anos. O suspeito, também aluno da mesma turma, não sofreu ferimentos e permaneceu no local até a chegada da Polícia Militar. A direção da UFF informou que a instituição está colaborando com as autoridades e oferece suporte psicológico às vítimas e demais envolvidos.
Vítimas foram socorridas em estado estável
Imediatamente após o ataque, colegas acionaram o serviço de emergência e os três universitários foram encaminhados ao Hospital Azevedo Lima, em Niterói. Conforme boletim divulgado pela unidade, todos chegaram com ferimentos superficiais, sem indicação de risco de vida. Os estudantes receberam atendimento na sala de trauma, foram submetidos a curativos e permanecem em observação. Até o momento, não há previsão de alta, mas a direção da unidade informou que o estado de saúde dos jovens é estável e que eles passam bem. Familiares foram comunicados e acompanham a recuperação no hospital, enquanto a UFF monitora a situação e reforça a segurança no campus.
Repercussão e investigação policial
A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do esfaqueamento na UFF. Equipes da Delegacia de Niterói Sul recolheram depoimentos de estudantes, servidores e funcionários que presenciaram a cena. Câmeras de segurança internas estão sendo analisadas para identificar quem iniciou a briga e quais foram as motivações exatas além da disputa pelo trabalho em grupo. Um especialista em violência universitária, que preferiu não se identificar, comenta que conflitos dentro de sala de aula podem ganhar contornos mais graves quando há problemas de convivência não resolvidos. A UFF anunciou, ainda, que realizará uma reunião emergencial com coordenadores de curso e representantes do DCE para discutir medidas de prevenção a episódios semelhantes.
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Impacto na comunidade acadêmica
O episódio deixou estudantes e professores em estado de choque. Nas redes sociais, manifestações de solidariedade se multiplicaram, com postagens no Instagram e grupos de WhatsApp pedindo apoio às vítimas e protestando contra a violência nos campi. Representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) enviaram uma nota oficial cobrando mais segurança e a implementação de cursos de gestão de conflitos. Já membros da Comissão de Segurança da UFF propuseram a criação de um canal de denúncia anônima, a fim de identificar situações de risco antes que elas transbordem em agressões físicas. A Reitoria afirmou que reforçará campanhas de conscientização sobre respeito e diálogo, além de avaliar a atuação dos agentes de segurança privada que circulam pelo interior da instituição.
Contexto e próximos passos
Este caso reacende o debate sobre segurança em instituições de ensino no Rio de Janeiro. Assim como em episódios anteriores registrados em 2021 e 2022, vive-se a necessidade de protocolos claros para lidar com conflitos entre estudantes antes que eles se agravem. A UFF avalia o reforço do policiamento comunitário no campus e pode implementar projetos de mediação de conflitos. Já o autor do ataque foi encaminhado para exame de sanidade mental e responderá por tentativa de homicídio, segundo a Polícia Civil. A comunidade acadêmica aguarda posicionamentos das autoridades e da reitoria para ações que previnam novas ocorrências e garantam um ambiente de aprendizado seguro.

