Elevador do hospital: um problema que afeta o atendimento e a segurança dos pacientes
A Defensoria Pública moveu uma ação contra a Prefeitura de Petrópolis devido às falhas constantes no elevador do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp. Este equipamento é fundamental para o transporte de pacientes em macas, cadeiras de rodas ou com mobilidade reduzida entre o térreo e os andares superiores, onde funcionam setores essenciais como o Centro de Recuperação de Adultos (CRA), os leitos de internação e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo a ação, o elevador sofreu uma pane total em 10 de junho, agravando uma série de problemas já existentes na unidade. As consequências incluem o adiamento de procedimentos médicos, dificuldades na transferência de pacientes, retenção de altas hospitalares e superlotação nos setores de emergência. Também há entraves para a realização de exames e cirurgias, comprometendo a qualidade do atendimento.
Impactos diretos na saúde e na dignidade dos pacientes
Um caso emblemático citado pela Defensoria envolve uma paciente de 77 anos, que teve um cateterismo de urgência adiado por falta de condições de transporte seguro entre os setores do hospital. Essa situação evidencia o risco real que as falhas no elevador representam para a continuidade e segurança do tratamento.
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Fonte: bahnoticias.com.br
O problema não é recente. Vereadoras do município, a Comissão de Direito Médico e da Saúde da OAB de Petrópolis e o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) já haviam denunciado as interrupções no funcionamento do elevador. A Defensoria destaca que essas falhas violam direitos fundamentais, como o acesso à saúde, à vida e à dignidade humana, especialmente para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Pedidos da Defensoria para garantir funcionamento e acessibilidade
Na ação, a Defensoria solicita que o município apresente, em até 48 horas, um plano emergencial para garantir o funcionamento do hospital enquanto o elevador estiver inoperante. Também pede o conserto definitivo do equipamento nesse mesmo prazo, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
Além disso, o órgão exige um projeto definitivo para solucionar os problemas de acessibilidade vertical do hospital, com prazo máximo de 30 dias. Entre as soluções propostas está a construção de uma rampa externa ou outra alternativa permanente que elimine a dependência exclusiva do elevador.
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Fonte: diretodorecife.com.br
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Fonte: belembelem.com.br
A Defensoria também solicita acesso aos documentos de manutenção do elevador dos últimos cinco anos, a condenação do município ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e a realização de fiscalização contínua da infraestrutura de acessibilidade da unidade.
O Hospital Municipal Nelson de Sá Earp é a única unidade municipal de Petrópolis especializada em trauma e saúde mental, funcionando 24 horas por dia para atendimento de urgência e emergência. A falha no elevador compromete diretamente a eficiência e a segurança dos serviços prestados à população.

