El Niño e mudanças climáticas impactam o Sul do Brasil em julho
O início do segundo semestre de 2026 traz consigo a confirmação do fenômeno El Niño, impulsionado pelo aquecimento acelerado das águas do Oceano Pacífico Equatorial central e leste, próximo às costas do Peru e do Equador. Essa alteração na dinâmica atmosférica global já começa a influenciar diretamente o clima na Região Sul, especialmente ao longo do mês de julho, com mudanças significativas nas precipitações e nas temperaturas registradas.
Chuvas acima da média e frio persistente na Região Sul
A combinação da intensificação do El Niño, a passagem frequente de frentes frias e o aquecimento do Oceano Atlântico na costa sul e sudeste propiciam um cenário de instabilidades prolongadas. Dessa forma, julho apresentará volumes de chuva bem superiores à média histórica para o período na maior parte dos estados sulistas. No Rio Grande do Sul, as previsões da Climatempo indicam que os maiores acumulados de chuva devem ocorrer nos municípios da região Noroeste.
Além das chuvas, o inverno tradicionalmente frio da Região Sul será marcado por uma sensação térmica ainda mais constante de frio, com tardes que terão temperaturas abaixo ou próximas do padrão normal para a estação. A Climatempo atribui esse comportamento à persistência de nebulosidade e à frequência de dias chuvosos, que dificultam o aquecimento durante o dia, somados à atuação contínua de massas de ar polar.
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
Risco aumentado de tempestades e avanço do ar polar pelo país
O potencial para eventos climáticos severos também cresce na região interna do continente. Meteorologistas apontam para uma maior frequência na formação de frentes frias e ciclones extratropicais na faixa que abrange o Sul do Brasil, Paraguai e Argentina. Esse cenário eleva o risco de temporais acompanhados de fortes rajadas de vento e volumes elevados de chuva em curtos períodos, ultrapassando os registros observados em junho.
O impacto do ar polar não ficará restrito ao Sul. Estão previstas ao menos duas grandes frentes frias com características continentais e abrangência ampla, capazes de romper os bloqueios atmosféricos e avançar pelo interior da América do Sul. Essas frentes devem espalhar chuva e provocar quedas bruscas de temperatura em áreas extensas do Centro-Oeste e do interior do Sudeste.
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Fonte: ocuiaba.com.br
Segundo as projeções, a primeira dessas frentes frias de forte intensidade deve atingir o país já na primeira quinzena de julho, levando ar frio e instabilidade a regiões mais ao norte, incluindo o Distrito Federal, o norte de Minas Gerais e o estado da Bahia.

