Rio de Janeiro inaugura equipe macrorregional de cuidados paliativos no SUS
O Rio de Janeiro marcou uma nova etapa na saúde pública ao se tornar o primeiro estado brasileiro a implantar uma equipe macrorregional de Cuidados Paliativos dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A iniciativa visa orientar e capacitar equipes que atuam diretamente no cuidado dos pacientes, fortalecendo a assistência especializada em cuidados paliativos no estado.
A novidade foi destaque na abertura da Oficina Regional de Cuidados Paliativos – Sudeste, realizada nesta terça-feira (30/6). O evento, promovido pela SES-RJ em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Ministério da Saúde, reuniu representantes da região para discutir estratégias de fortalecimento da Política Nacional de Cuidados Paliativos.
Oficina busca reduzir desigualdades e ampliar a governança na rede pública
A oficina faz parte de uma série de encontros regionais organizados pelo Conass, que identificou a necessidade de fortalecer a governança e diminuir as desigualdades no acesso aos cuidados paliativos no SUS. A proposta é integrar áreas estratégicas das Secretarias de Saúde para ampliar a capacidade de resposta da rede pública de forma articulada e uniforme.
Na mesa de abertura, estiveram presentes o secretário de Estado de Saúde, Ronaldo Damião; a assessora técnica do Conass, Carla Ulhoa; a coordenadora do Núcleo de Cuidados Paliativos do Ministério da Saúde, Gabriela Hidalgo; além de representantes da SES-RJ, Fundação Saúde e Cremerj.
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Ronaldo Damião ressaltou a urgência de estruturar a rede de cuidados paliativos diante do crescimento da população idosa no estado. “Hoje temos cerca de 16 milhões de pessoas acima de 60 anos, e esse número deve crescer significativamente nas próximas décadas. Essa população demanda cuidados paliativos, que não se limitam a pacientes oncológicos, mas incluem crianças, jovens e adultos com doenças crônicas ou graves”, afirmou.
O secretário destacou que os cuidados paliativos devem ser entendidos como uma estratégia para garantir qualidade de vida, e não apenas como assistência no fim da vida. “Entre o diagnóstico de uma doença sem cura e o óbito, existe uma vida que envolve o paciente, a família e os cuidadores. O cuidado paliativo oferece qualidade de vida, controle de sintomas e preparo dos profissionais para acompanhar esse processo”, completou.
Construção regional da política de cuidados paliativos e avanços no Rio
Carla Ulhoa, do Conass, explicou que as oficinas regionais foram criadas para desenvolver soluções alinhadas às necessidades de cada território. “Não queríamos uma política apenas para habilitar equipes, mas uma construção que escute os estados, entenda seus desafios locais e fortaleça a implementação da Política Nacional de Cuidados Paliativos de forma regionalizada”, destacou.
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Já a assessora técnica do Gabinete da SES-RJ, Claudia Mello, enalteceu o trabalho do estado desde 2019 na estruturação da política de cuidados paliativos. “É um orgulho ver a implantação da primeira equipe macrorregional do Rio, composta por médico, enfermeiro, psicólogo e assistente social, que apoia os municípios e fortalece a rede em todo o estado. Estamos transformando planejamento em ação concreta”, afirmou.
Durante o evento, foram apresentadas a metodologia de trabalho e a dinâmica “Cápsula do tempo”. Também foram debatidos temas importantes da Política Nacional, como o Plano Operativo Regional, o Fluxograma de Institucionalização/Operacionalização, atribuições das equipes, financiamento e competências.
O primeiro dia de oficina contou ainda com discussões voltadas para a Assistência Farmacêutica e encerrou com foco na Educação em Saúde e garantia do acesso e fluxo na rede pública.

