Mulheres Negras Reafirmam Compromisso com a Democracia e Igualdade
Neste domingo (26), a orla de copacabana será palco da XII Marcha das Mulheres Negras do Rio de Janeiro, evento que reúne mulheres negras de diferentes regiões do estado em uma mobilização que integra a 12ª edição do Julho das Pretas. A concentração acontece a partir das 10h, no Posto 2, e reforça a luta por democracia, combate ao racismo, reparação social e o bem viver.
A marcha ocorre logo após o 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, além do Dia Nacional de Tereza de Benguela, datas que ampliam a visibilidade das demandas das mulheres negras no Rio de Janeiro e fortalecem fóruns, coletivos e organizações dedicadas à igualdade racial e de gênero.
Debate Sobre Políticas Públicas e Justiça Social
Com o tema “Em defesa da democracia, contra o racismo, pela reparação e pelo bem viver”, a mobilização deste ano dá sequência ao diálogo iniciado na edição anterior. As participantes exigem avanços nas políticas públicas para enfrentar as desigualdades históricas causadas pelo racismo estrutural, buscando a restituição de direitos e melhores condições de vida para a população negra.
Leia também: Exames de DNA Gratuitos e Orientação Jurídica na Estação Carioca/Centro
Leia também: Queda nos Roubos e Furtos de Celulares no Brasil: Exceções no Rio de Janeiro e Paraíba
Organizada coletivamente pelo Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro (FEM Negras-RJ), a marcha contará com a presença confirmada de personalidades como as atrizes Isabel Filardis, Maria Ceiça e Tatiana Tiburcio. Clátia Vieira, uma das coordenadoras do FEMN-RJ, destaca a importância da mobilização: “Vamos ocupar as ruas de Copacabana mais uma vez para afirmar que nossa humanidade é inegociável. Seguimos em marcha por um Brasil sem racismo, com dignidade, liberdade e justiça para todas, todos e todes”. No ano anterior, segundo a Polícia Militar, o evento reuniu mais de 30 mil pessoas.
Memória, Resistência e Participação de Municípios do Estado
Além de ser um ato político, a marcha representa um espaço de memória, ancestralidade, resistência e celebração da trajetória das mulheres negras brasileiras, reunindo participantes de diferentes gerações e movimentos ligados à causa negra. A mobilização reúne municípios das oito regiões do estado do Rio de Janeiro, incluindo Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Campos dos Goytacazes, Friburgo, Angra dos Reis e Volta Redonda.
Programação Cultural Valoriza Ancestralidade e Arte Negra
A 12ª Marcha das Mulheres Negras também terá uma programação artística que destaca a cultura e ancestralidade negras. O evento contará com apresentações de seis cantoras, dez grupos culturais e a performance “Oxum”, da arte-educadora, atriz e produtora cultural Julia Dutra, além de muita música, especialmente samba.
Leia também: Denúncia de Corrupção no Hospital Naval Marcílio Dias é Recebida pela Justiça Militar do Rio
Leia também: Lobo-Marinho Desnutrido Resgatado no Rio Pode Ter Percorrido Mais de 3,7 Mil Km
Durante o percurso, grupos culturais como Afrolaje, Angoleiras, Obara Ylê de Ouro e a cantora Laysa Griot se apresentarão, utilizando a música para fortalecer a cultura afro-brasileira e reafirmar a ancestralidade. Fundado em 2012, o Afrolaje é reconhecido por valorizar tradições afro-brasileiras como jongo, capoeira e samba de roda, além de promover ações que fortalecem a identidade, autoestima e protagonismo das mulheres negras.
Na dispersão do evento, haverá rodas de samba com Cassiana Pérola Negra e o grupo Moça Prosa, proporcionando um momento de confraternização, celebração da resistência e fortalecimento dos vínculos entre as participantes.

