Rio de Janeiro recebe a 26ª Conferência Internacional da Aids
Entre 26 e 31 de julho, o Rio de Janeiro tornou-se o centro mundial do debate sobre HIV/Aids ao sediar a 26ª Conferência Internacional da Aids, promovida pela Sociedade Internacional de Aids (IAS). Pela primeira vez na América Latina, o encontro reuniu centenas de pesquisadores, especialistas, representantes da sociedade civil e lideranças globais, incluindo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, o diretor-geral da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A Fiocruz esteve representada por seu presidente, Mario Moreira, e pela pesquisadora Beatriz Grinsztejn, presidente da IAS e chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em HIV/Aids (IST) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).
Compromissos e avanços na luta contra a Aids
O evento ocorreu logo após a Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre HIV e Aids, na qual os países aprovaram uma nova Declaração Política, renovando o compromisso de eliminar a Aids como ameaça à saúde pública até 2030. Durante a conferência, foi lançado o Relatório Global sobre Aids do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), que apresenta dados atualizados sobre a situação dos países, o progresso nas metas globais e os impactos dos cortes no financiamento da resposta à epidemia.
Além da programação oficial, o espaço Global Village, de acesso livre, ofereceu workshops, apresentações culturais e áreas de debate para o público geral, ampliando o alcance das discussões e incentivando a participação da sociedade civil.
Leia também: Rio de Janeiro gera 400 mil empregos formais e fortalece mercado de trabalho
Leia também: Menina de 12 anos desaparecida em São Gonçalo é encontrada após deixar carta à família
Contexto atual e papel do Brasil no enfrentamento da epidemia
Em meio a cortes no financiamento global e ao aumento das desigualdades, a conferência destacou a importância do compromisso político para o enfrentamento do HIV/Aids. O Brasil, reconhecido por sua atuação baseada em evidências científicas e respeito aos direitos humanos, foi pioneiro entre os países de baixa e média renda ao garantir, ainda na década de 1990, o acesso gratuito à terapia antirretroviral para pessoas vivendo com HIV. Em 2013, adotou a política de tratamento para todos, que contribuiu para uma redução de quase 33% nas mortes relacionadas à Aids até 2023.
A Fiotec, parceira da Fiocruz na realização do evento, reforça seu compromisso com iniciativas que fortalecem a resposta nacional e internacional à epidemia.

