Funcionário encontrado morto em escola de Niterói
Mário Silveira Filho, funcionário do Colégio Estadual Conselheiro Macedo Soares, no Barreto, em Niterói, foi encontrado morto na manhã de segunda-feira (10). A família acredita que ele tenha sofrido uma descarga elétrica dentro da casa de força da escola, local onde cuidava dos sistemas de energia e bombeamento de água. Bombeiros, peritos e técnicos da concessionária de energia confirmaram a ocorrência da descarga no local. A Polícia Civil investiga as causas exatas da morte.
Problemas no fornecimento de energia no dia da morte
Mário, que trabalhava no colégio há mais de 30 anos e estava com o pedido de aposentadoria em andamento, tinha a responsabilidade de abrir e cuidar das áreas com sistemas elétricos da escola. No domingo anterior, houve falta de luz em pontos do Barreto e, na segunda-feira, apenas uma fase estava funcionando no colégio. A família reforça que, devido ao local em que Mário foi encontrado, ele certamente sofreu uma descarga elétrica. A certidão de óbito registra como causa “congestão pulmonar, por eletroplessão, broncoaspiração”.
Resposta das autoridades e procedimentos realizados
A Secretaria de Estado de Educação não se manifestou até a publicação da reportagem sobre a possibilidade da descarga elétrica. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado às 10h38 e chegou ao colégio às 10h56, constatando o óbito. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Niterói e a Polícia Civil segue com as diligências para esclarecer as circunstâncias da morte.
Descoberta do corpo e isolamento da área
Funcionários que chegaram cedo à escola encontraram o portão fechado e, ao não obter resposta de Mário, responsável por abrir a unidade, acionaram a direção. Após a abertura, o corpo foi encontrado e a área isolada para perícia. Equipes do Corpo de Bombeiros e policiais militares estiveram no local para os primeiros procedimentos.
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Fonte: vitoriadabahia.com.br
Relembrando tragédia familiar similar
A suspeita de descarga elétrica trouxe lembranças para a família, que relembra a morte do irmão mais velho de Mário, Eusébio, que também morreu eletrocutado em uma padaria onde trabalhava. Mário estava presente na ocasião. Isaura Silveira Reche, sobrinha de Mário, destaca que, apesar da semelhança, a investigação ainda não concluiu a dinâmica da morte.
Ligação da família com o colégio e comunidade
A relação da família Silveira com o Colégio Estadual Conselheiro Macedo Soares remonta à década de 1960, quando o pai de Mário foi zelador da unidade. Mário Filho trabalhou por mais de 30 anos na escola e sua irmã, Gilcineia, foi merendeira por décadas. A esposa de Mário, Elizabeth, também colaborava nas atividades do colégio. O casal teve dois filhos, Victor e Fernanda.
Mário morava na casa nos fundos da escola, onde também cuidava da mãe de 95 anos. A família relata que a produção de salgados, que Mário e Elizabeth faziam para festas e comerciantes locais, foi interrompida após normatização proibindo alimentos no ambiente escolar.
Expectativa da família pela conclusão da investigação
Após a morte, a família aguardou a liberação do corpo e ressaltou a importância de uma investigação ágil e transparente. O corpo foi levado ao IML de São Gonçalo devido à falta de médico de plantão no IML do Barreto. O velório e sepultamento ocorreram no Cemitério do Maruí, onde estão enterrados o pai e o irmão de Mário.
Isaura enfatiza a necessidade de um retorno do Estado para a família, que há décadas serve à comunidade escolar e regional. A Secretaria de Estado de Educação lamentou a morte e informou que a direção da escola colaborou com os órgãos competentes. As aulas, suspensas após o ocorrido, foram retomadas na quarta-feira (12).
Repercussão e homenagens
A morte de Mário mobilizou moradores do Barreto e ex-alunos, que compartilharam homenagens nas redes sociais. Um mural com a imagem do servidor circulou entre as postagens, embora a família ainda não tenha confirmado se a pintura é real ou digital. O caso está sob investigação da 78ª DP (Fonseca), conforme a Polícia Civil.

