Base da Força Nacional do SUS reforça atendimento em emergências climáticas
O Ministério da Saúde inaugurou uma nova base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) na cidade do Rio de Janeiro para ampliar a capacidade de resposta em emergências sanitárias e desastres relacionados às mudanças climáticas, como ondas de calor e enchentes. A unidade, inaugurada na última quarta-feira (9), está estrategicamente localizada na sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no bairro da Glória, zona sul do Rio, e atende estados e municípios de toda a Região Sudeste.
Equipado com tecnologia de ponta, o posto conta com comunicação via satélite, drones, veículos para transporte rápido das equipes e um posto médico avançado. Em situações de emergência, a base pode ampliar sua atuação com o apoio de equipes e voluntários, atuando em parceria com governos estaduais e municipais, o que busca acelerar o tempo de resposta e a coordenação das ações públicas diante do avanço do fenômeno climático El Niño.
El Niño e os desafios para a saúde pública no Brasil
A nova base do Rio é a terceira do país, somando-se às unidades já instaladas em Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Até o fim do ano, o Ministério da Saúde planeja abrir mais seis bases em diferentes regiões. Essas unidades trabalham integradas aos Centros de Informação em Saúde e Clima (Cisc), que monitoram dados ambientais, climáticos e demográficos para antecipar as ações de vigilância e resposta do SUS.
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O El Niño previsto para 2026 deve intensificar temporais, chuvas fortes e ondas de calor no Sudeste, enquanto outras regiões podem enfrentar seca, incêndios e inundações. O Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (CPC/NOAA) indica 90% de chance de um episódio muito forte do fenômeno entre setembro e novembro. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também prevê temperaturas acima da média na maior parte do Brasil, chuvas intensas no Sul e condições mais secas no Norte e Nordeste, que elevam o risco de queimadas, especialmente se a estação chuvosa demorar a começar.
Impactos do El Niño e a resposta integrada do SUS
De acordo com uma nota técnica da Fiocruz, os efeitos das enchentes, secas e queimadas vão além dos danos imediatos: eles comprometem o funcionamento dos serviços de saúde, provocam deslocamentos populacionais, aumentam a exposição a agentes infecciosos e ambientais, interrompem tratamentos e afetam a saúde mental das pessoas atingidas. A abordagem recomendada envolve uma ação coordenada entre o SUS, Defesa Civil, serviços de saneamento e assistência social para prevenir e minimizar esses impactos.
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A base instalada no Rio também atende a alertas da Universidade de Oxford, que identificou vulnerabilidade a ondas de calor em 11 dos 15 municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes. Essa estrutura reforça a capacidade do sistema público de saúde para enfrentar as ameaças do El Niño, protegendo a população das consequências imprevisíveis das mudanças climáticas.

