Empate técnico no segundo turno presidencial
A última pesquisa do Datafolha indica um empate acirrado entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na disputa pela Presidência da República, com ambos os candidatos obtendo 50% dos votos válidos. O segundo turno está marcado para domingo (25) e a margem de erro da sondagem é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os votos válidos excluem brancos e nulos e refletem a metodologia adotada pela Justiça Eleitoral para divulgar resultados oficiais.
Desempenho dos candidatos e cenário da campanha
Na soma dos votos válidos, Flávio Bolsonaro aparece com 47,03% e Lula com 45,16%, números que indicam o primeiro turno mais disputado desde a redemocratização do país. Durante a primeira semana de campanha para o segundo turno, o Datafolha apontou uma vantagem inicial de 52% a 48% a favor do senador, que se ajustou para 51% a 49% na rodada anterior. A pesquisa também destaca um cenário de abstenção elevada, superior a 21% no primeiro turno, o que torna fundamental para a campanha petista conquistar os eleitores que não compareceram às urnas em 4 de outubro.
Votos totais e indecisos
Considerando os votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro lidera com 47% contra 46% de Lula. O percentual de votos em branco ou nulo é de 5%, enquanto os indecisos representam 2%. Há uma semana, o senador mantinha 47% e o presidente 45%, com 6% dispostos a invalidar o voto e 2% que ainda não haviam decidido. O levantamento aponta que Lula oscilou positivamente um ponto percentual, sugerindo que parte dos votos brancos e nulos pode ter migrado para o petista.
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Decisão do eleitor e percepção sobre o vencedor
No quesito espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, os números permanecem estáveis com Flávio Bolsonaro em 47% e Lula em 46%. O índice de eleitores decididos sobre o voto é alto, atingindo 94%, com 96% entre os apoiadores de Lula e 95% entre os de Flávio. No entanto, 53% dos entrevistados acreditam que o senador será o vencedor no domingo, frente a 39% que apostam na vitória do presidente, enquanto 8% permanecem indecisos.
Motivações do voto e perfil dos eleitores
Ao analisar as razões para o voto, 73% afirmam escolher o melhor candidato, enquanto 18% declaram votar para derrotar o adversário. Entre os eleitores de Lula, a proporção dos que escolhem o candidato que consideram melhor sobe para 81%, com 13% votando para derrotar Flávio Bolsonaro. Entre os apoiadores do senador, 65% afirmam escolher o melhor candidato e 23% votam para impedir a vitória do petista.
Contexto da pesquisa e cenário político recente
O Datafolha entrevistou 2.520 pessoas em 154 cidades, sob encomenda da Folha e da TV Globo, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-09709/2026. A pesquisa capturou o impacto de eventos recentes, incluindo o primeiro debate entre os candidatos e a aprovação no Senado do fim da escala de trabalho 6×1, uma bandeira de Lula. O presidente também anunciou medidas eleitorais, como a antecipação do pagamento do Bolsa Família, totalizando quase R$ 300 bilhões em gastos na campanha.
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Dinâmica das campanhas e repercussão do debate
Enquanto Lula conseguiu reanimar sua campanha após perder a liderança no primeiro turno, movimentos como o canal de WhatsApp “Exército de Lula” impulsionaram seu engajamento digital. Já Flávio Bolsonaro atuou de forma mais reativa, enfrentando acusações e intensificando a campanha negativa no horário eleitoral gratuito, além de apostar em mobilizações de rua lideradas por aliados como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). O debate promovido pela Band no domingo (18) foi marcado por troca de provocações e tensão, sem que propostas claras tenham sido apresentadas, deixando o eleitor indeciso sem referências para escolher.
Segmentação regional e perfil demográfico dos eleitores
Os números regionais mantêm o padrão da semana anterior. No Sudeste, maior colégio eleitoral com 42% dos votos, Flávio Bolsonaro lidera com 51% contra 41% de Lula. O senador apresenta melhor desempenho entre os 14% de eleitores do Sul (58% a 33%) e entre evangélicos (69% a 26%). Lula mantém vantagem entre os 27% de nordestinos (65% a 30%), os 46% de eleitores com menor renda (54% a 39%) e os 28% com menor escolaridade (53% a 40%).
Variações na preferência por gênero
O levantamento também mostra mudanças no comportamento por gênero. Entre as 51% de eleitoras mulheres, Flávio Bolsonaro aumentou sua preferência de 40% para 44%, enquanto Lula mantém 49%. Entre os 49% de homens, o senador caiu de 52% para 50%, e o presidente subiu de 40% para 44%, indicando uma oscilação no apoio dos dois grupos.

