Entrevista Reveladora sobre a Operação Unha e Carne
O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, fez declarações impactantes em uma entrevista ao canal TV 247, onde tocou em assuntos polêmicos que envolvem diretamente o atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar. Bacellar, que já se encontra sob custódia desde o dia 3 de outubro, foi preso por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) no contexto da Operação Unha e Carne, uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre o vazamento de informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun, que resultou na prisão do deputado estadual TH Joias. Este último, detido desde setembro, é suspeito de intermediar a negociação de armas para a facção criminosa Comando Vermelho.
Durante a entrevista, Garotinho fez previsões alarmantes sobre o conteúdo que pode ser descoberto a partir do celular apreendido de Bacellar, afirmando que as revelações que lá se encontram poderão engendrar novas investigações. “O que está por vir será a nova fase, a do telefone do Bacellar”, comentou Garotinho. “O celular do Bacellar vai dar um livro”, acrescentou, insinuando que as informações contidas no dispositivo são ainda mais comprometedoras do que se imagina.
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Garotinho também mencionou que Bacellar usava dois celulares, um dos quais se destinava a manter contato com “pessoas não republicanas”, incluindo indivíduos de outras esferas do poder em nível estadual. Essa revelação levanta questões sobre a relação entre Bacellar e outros influentes no governo, o que poderia se transformar em um novo escândalo político.
No que diz respeito à votação ocorrida na última segunda-feira (8), que revogou a prisão de Bacellar, Garotinho não hesitou em afirmar que cinco dos deputados que apoiaram essa medida também enfrentarão problemas com a justiça. “Cinco deputados irão em cana, e eles foram os que votaram a favor”, revelou. Ele preferiu não citar nomes, mas assegurou que suas informações não provêm de fontes privilegiadas junto à polícia.
Além disso, Garotinho fez uma denúncia grave ao afirmar que o patrimônio declarado de Bacellar cresceu 80 vezes, segundo informações da Polícia Federal. Essa situação merece uma análise mais profunda, pois levanta questões sobre a origem de tal aumento patrimonial e a sua compatibilidade com a trajetória política do deputado.
O cenário político no Rio de Janeiro continua tenso com essas novas revelações e acusações, e as próximas semanas prometem ser decisivas para o desdobramento deste caso, que, sem dúvida, deve manter os olhos da população e da mídia voltados para a Alerj. Para compreender melhor a gravidade das declarações de Garotinho, é crucial acompanhar os próximos episódios dessa saga política que envolve corrupção, poder e justiça.

