Projeções do Comércio Exterior para 2026
Em 7 de janeiro de 2026, o Brasil deve concluir o ano com um superávit comercial estimado entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, conforme divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta terça-feira (6). Essa previsão sugere um resultado superior ao saldo positivo obtido em 2025.
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) reportou que a balança comercial brasileira encerrou 2025 com um superávit de US$ 68,3 bilhões. Embora esse número seja bastante expressivo, representa uma queda de 7,9% em relação ao saldo de 2024, que foi de US$ 74,2 bilhões. Essa diminuição, apesar de ocorrer em um cenário de forte comércio exterior, levanta questionamentos sobre a sustentabilidade do crescimento nos próximos anos.
Para 2026, as expectativas do Mdic não são apenas otimistas em relação ao superávit, mas também quanto ao aumento das exportações e importações. As exportações brasileiras devem variar entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, enquanto as importações devem oscilar entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões. Com essas cifras, a corrente de comércio, que soma exportações e importações, poderá alcançar volumes entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões. Essa previsão reflete uma continuidade do dinamismo do comércio exterior brasileiro, que vem se mostrando resiliente aos desafios econômicos globais.
Expectativas para o Mercado e Resultados Anteriores
O superávit comercial de 2025 surpreendeu as expectativas do mercado financeiro, as quais indicavam um saldo mais modesto, em torno de US$ 65 bilhões. O resultado alcançado foi o terceiro melhor da história, ficando atrás apenas dos saldos verificados em 2023 e 2024. Esse desempenho positivo notável do comércio exterior brasileiro indica uma recuperação e um potencial de crescimento que muitos analistas consideram encorajadores.
Conforme informado pelo Mdic, as projeções oficiais da balança comercial são revistas a cada trimestre. Os números atualizados trazem uma visão mais detalhada sobre as tendências de exportação, importação e saldo comercial, e novas estimativas para 2026 estão programadas para serem divulgadas em abril. Essa periodicidade de revisão é essencial para que tanto o governo quanto o setor privado possam se planejar e tomar decisões embasadas, em um ambiente de comércio exterior que se torna cada vez mais desafiador.
Com a competitividade das commodities brasileiras no mercado internacional e as tendências de consumo no exterior, espera-se que o Brasil continue a ser um ator relevante no comércio global. Especialistas apontam que, além das commodities, o país pode se beneficiar da diversificação de seus produtos exportáveis, o que poderia impulsionar ainda mais o superávit nos próximos anos.
Assim, a trajetória do comércio exterior brasileiro parece promissora, mas os desafios permanecem. A adaptação às mudanças no cenário global, a busca por novos mercados e a inovação nos processos produtivos são pontos fundamentais que o Brasil deve considerar para manter a sustentabilidade do seu crescimento comercial. A expectativa é que, com os dados atualizados e uma análise contínua, o país consiga se posicionar de maneira favorável no competitivo mercado internacional.

