Uma Nova Abordagem Educacional
No Rio de Janeiro, o ensino da língua mandarim agora faz parte da proposta educacional da rede municipal. A Lei Nº 9.246, sancionada pelo prefeito Eduardo Paes na terça-feira (6) e publicada no Diário Oficial do município no dia seguinte, visa estimular não apenas o aprendizado da língua, mas também difundir aspectos culturais, como a história, filosofia, artes, culinária, música e literatura chinesa.
A nova legislação tem origem no Projeto de Lei nº 1031, de 2025, apresentado pela vereadora Luciana Novaes (PT), que estabelece o Programa Municipal de Mandarim e Cultura Chinesa. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro no ano passado, sinalizando uma evolução significativa no panorama educacional da cidade.
Segundo o Art. 1º da nova lei, o objetivo central do programa é promover o ensino de mandarim, além de divulgar e valorizar a rica cultura chinesa tanto entre os estudantes quanto na comunidade carioca. O parágrafo único do artigo estabelece que as atividades devem ser realizadas em escolas, centros culturais, bibliotecas públicas e outros espaços comunitários, com a flexibilidade de serem oferecidas nas modalidades presencial, híbrida ou online.
Objetivos do Programa de Mandarim e Cultura Chinesa
Entre os pilares da nova lei estão a promoção do intercâmbio cultural entre estudantes cariocas e seus pares da República Popular da China, a preparação de alunos e profissionais para atuarem em áreas que demandem conhecimentos sobre as relações Brasil-China, além de valorizar a presença da comunidade chinesa no Rio de Janeiro. A lei também busca estimular o turismo cultural e a cooperação internacional com cidades chinesas.
Para atingir esses objetivos, o programa prevê a implementação de diversas iniciativas. Dentre elas estão a oferta de cursos livres e regulares de mandarim, a formação de professores e instrutores capacitados para lecionar sobre a língua e a cultura chinesa, e a realização de eventos culturais, como feiras internacionais e semanas dedicadas à cultura chinesa.
Além disso, a criação de espaços de convivência cultural, que incluem cantinas, clubes de xadrez, caligrafia e artes marciais, será incentivada. Parcerias com institutos culturais chineses, como o Instituto Confúcio, universidades e representações consulares também são parte dessa estratégia educativa.
Implantação do Programa Sem Prazo Definido
A lei já está em vigor, mas não estabelece um prazo específico para a efetiva implantação do programa. Essa flexibilidade permite que a administração municipal planeje com calma os detalhes de execução, considerando as melhores práticas pedagógicas.
Vale mencionar que a proposta de ensino de mandarim na escola pública carioca não é um caso isolado. Em Maricá, a prefeitura lançou em setembro do ano passado o Programa Escola Trilíngue, no Campus de Educação Pública Transformadora (CEPT) Leonel de Moura Brizola, em Itaipuaçu. Essa iniciativa transformou a unidade em um exemplo de excelência no ensino de Português, Inglês e Mandarim.
O secretário de Educação de Maricá, professor Rodrigo Moura, anunciou em uma entrevista à rádio Ultra FM que, a partir de 2026, o ensino da língua chinesa fará parte do currículo de todas as escolas da rede municipal, destacando o comprometimento da cidade com a educação trilíngue.

