Programa Nacional de Formação de Agentes Populares de Saúde
O estado do Piauí foi selecionado entre os 17 estados brasileiros que receberão turmas do Programa de Formação de Agentes Populares de Saúde (AgPopSUS), uma iniciativa do Ministério da Saúde em colaboração com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). O edital da ação destaca que o principal objetivo é capacitar lideranças comunitárias, promovendo saúde e defendendo os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).
No Piauí, serão oferecidas 20 turmas, sendo 14 voltadas para movimentos sociais de abrangência nacional e 6 para movimentos locais. Cada turma contará com um educador e 20 estudantes, totalizando 450 turmas em todo o Brasil, com foco especial nas regiões mais vulneráveis.
Segundo as diretrizes do edital, os candidatos devem ser lideranças comunitárias, ativistas ou membros de movimentos sociais populares nas áreas onde atuam. As inscrições estarão abertas até o dia 18 de janeiro, e os interessados devem preencher um formulário online disponível no site do AgPopSUS, com prazo final para submissão às 23h59.
Bolsas e Resultados do Processo Seletivo
O programa também oferece uma bolsa mensal de R$ 2,5 mil para educadores e R$ 560 para os educandos, destinada a auxiliar nos custos de deslocamento e outras despesas relacionadas ao curso. Os resultados preliminares da seleção serão divulgados no dia 5 de fevereiro, enquanto a lista final será apresentada em 12 de fevereiro.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, a proposta visa não apenas aumentar a participação da população no SUS, mas também integrar práticas tradicionais de cuidados à saúde. “Com essa formação, qualificamos pessoas para atuar junto às suas comunidades, promovendo saúde, direitos e a defesa do SUS”, afirmou Luciana Maciel, diretora da AgSUS.
Estados Participantes e Importância do Programa
O curso será disponibilizado em 17 estados, incluindo Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Espírito Santo e Distrito Federal. Essa abrangência demonstra a relevância do programa, que pretende criar um impacto significativo nas comunidades atendidas.
A iniciativa também é uma resposta à necessidade de fortalecer a atuação comunitária no SUS, promovendo um sistema de saúde mais inclusivo e acessível a todos. O apoio a líderes locais é essencial para garantir que as necessidades da população sejam ouvidas e atendidas, resultando em uma saúde pública mais efetiva.

