Governador Confirma Intenção de Disputar o Planalto
Na última segunda-feira, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, desmentiu rumores sobre uma possível candidatura à vice-presidência ao lado de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República. Em entrevista à imprensa, Zema reafirmou sua determinação de seguir como candidato à presidência, destacando que sua intenção permanece firme desde o lançamento de sua pré-candidatura no ano passado. ‘Eu sou pré-candidato, e irei até o final’, declarou Zema durante um evento em Minas Gerais.
A inclusão de Zema na chapa presidencial foi sugerida pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), que no início da semana passada, mencionou que o governador seria o ‘melhor nome’ para ocupar a posição de vice na candidatura de Flávio. Essa sugestão, no entanto, foi prontamente negada por Zema, que enfatiza seu papel como cabeça de chapa e seu desejo de permanecer no páreo.
A Importância do Eleitorado do Sudeste
Ciro Nogueira também comentou sobre a importância do eleitorado indeciso do Sudeste no resultado das eleições e como isso poderia favorecer Zema, dadas as realizações apresentadas em seus dois mandatos como governador. Ele acredita que o histórico do mineiro pode contribuir para uma candidatura forte e competitiva no cenário nacional.
Além disso, o presidente do PP mencionou que o perfil gestor de Zema poderia servir como um contrapeso às críticas enfrentadas por Flávio Bolsonaro, que não possui experiência anterior em cargos executivos. Ciro comentou: ‘Espero que ele (Flávio) não cometa o mesmo erro que o pai dele, ao escolher um vice que não conecta com o eleitorado feminino, como aconteceu no ano passado’. Segundo ele, a escolha de um parceiro de chapa deve ser estratégica, visando atrair o máximo de apoio possível.
Trajetória de Zema e Comparecimentos nas Eleições
Desde o anúncio de sua pré-candidatura em agosto, Zema tem compartilhado sua trajetória como empresário no setor privado, enfatizando que chegou onde está sem padrinhos ou privilégios. Sua campanha também tem sido marcada por críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de uma defesa contundente de princípios como liberalismo e liberdade econômica.
O governador também abordou suas realizações à frente do governo mineiro, ressaltando progressos nas áreas de educação, segurança pública, merenda escolar, administração das contas públicas e infraestrutura. Ele se posiciona como uma alternativa à política tradicional, prometendo inovação e eficiência em sua gestão.
Por outro lado, Zema não é o único governador no foco da corrida presidencial. Outros governadores próximos a Bolsonaro, como Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Júnior (PSD-PR), também estão em seus próprios caminhos rumo à presidência, o que promete uma disputa acirrada. Uma vitória de um governador na eleição de outubro seria um fato significativo, quebrando um hiato de 37 anos desde que um governador, Fernando Collor, de Alagoas, venceu o então candidato Lula no segundo turno.

