Entenda a Tragédia em Guaratiba
No último sábado (17), um grave acidente aéreo em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, resultou na morte de três pilotos que realizavam um voo de instrução. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que está conduzindo as investigações sobre a queda do helicóptero.
A aeronave, um Robinson R44 II, de prefixo PS-GJS, pertencia ao piloto Diogo Stasiak e era utilizada para voos panorâmicos. A queda ocorreu em uma área de mata, na altura da Avenida Levy Neves, esquina com a Rua Tasso da Silveira. Segundo os bombeiros, as vítimas não conseguiram sobreviver ao impacto e faleceram no local.
A investigação do acidente está sob a responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que está sendo apoiado pela Polícia Civil. Até o momento, as causas da queda permanecem indefinidas e serão esclarecidas através de um laudo técnico que examinará a aeronave, incluindo motor, cauda e sistema de rotores.
Vítimas Identificadas
Os três pilotos que perderam a vida no acidente foram identificados como:
- Sérgio Nunes Miranda, major da Força Aérea Brasileira (FAB);
- Lucas Silva Souza, capitão do Corpo de Bombeiros;
- Diego Dantas Lima Morais, de 36 anos, instrutor de voo.
O capitão Lucas Silva Souza estava pilotando o helicóptero no momento da tragédia. Ele tinha um histórico significativo na corporação, tendo completado cinco anos como capitão em dezembro do ano anterior. Em uma recente contribuição científica, Lucas se destacou ao publicar um artigo sobre segurança jurídica na aviação, que foi premiado no Congresso Aeromédico.
O major Sérgio Nunes Miranda também era conhecido por suas atividades relacionadas à aviação e pelo seu trabalho social através do Projeto Semeando o Amanhã, que assistia famílias em situação de vulnerabilidade na Comunidade do Guarda.
Diego Dantas Lima Morais, o único civil a bordo, era instrutor na atividade no dia do acidente, conforme as investigações preliminares.
Dinâmica do Voo e Investigação
Conforme informações da Polícia Civil, o helicóptero decolou do Recreio e fez uma parada em um clube de aviação em Guaratiba. No local, os pilotos realizaram mais um voo, e testemunhas relataram que a aeronave decolou do hangar da Helimar, passou pelo Clube Céu em Sepetiba, onde ocorreram manobras, antes de desaparecer.
Imagens capturadas pouco antes da queda mostram a aeronave realizando manobras de instrução na área. Logo após o acidente, o Corpo de Bombeiros foi acionado, e a área ao redor do local foi isolada para que a perícia pudesse ser realizada sem interferências.
Por volta das 14h, as equipes ainda estavam trabalhando no resgate das vítimas. No meio da tarde, os dois últimos corpos foram retirados e levados ao Instituto Médico-Legal (IML). A perícia na área revelou que o helicóptero caiu em um terreno pantanoso, resultando em danos significativos à estrutura da aeronave, que ficou submersa em parte.
A delegada responsável pelo caso afirmou que a conclusão das causas da queda dependerá do laudo do Cenipa, que investigará minuciosamente os aspectos técnicos da aeronave. “A partir disso, se houver responsabilidade, será devidamente apurado”, declarou.
A TV Globo fez contato com Daniel Staniak, irmão e advogado de Diogo Stasiak, que informou que o proprietário do helicóptero não se manifestará sobre o acidente até que as investigações sejam concluídas.

