Iniciativa Estratégica da Caixa Econômica Federal
A Caixa Econômica Federal está prestes a inaugurar sua Fundação Caixa, um projeto ambicioso que promete direcionar até 2% do lucro operacional anual do banco estatal para ações sociais. Este valor se alinha às deduções fiscais permitidas e inclui recursos adicionais captados nacionalmente e internacionalmente. A meta inicial é impressionante: apoiar mais de 200 projetos por ano.
Com aprovação já recebida da Câmara dos Deputados, a proposta aguarda tramitação no Senado e a expectativa é de que suas atividades comecem ainda em 2024. Segundo Salete Cavalcanti, assessora estratégica da presidência da Caixa e integrante do grupo responsável pela estruturação da fundação, este novo projeto complementará as iniciativas sociais já existentes, como o Fundo Socioambiental (FSA), criado em 2010.
“A Caixa é uma instituição financeira pública, mas enfrenta limitações nas entregas de políticas públicas. Por isso, a criação da Fundação é um passo estratégico essencial para aumentar nosso impacto social”, afirma Salete.
Três Focos Centrais da Fundação
A Fundação Caixa se concentrará em três pilares cruciais: redução das desigualdades territoriais, promoção da educação financeira e regeneração de biomas, além de fomentar a resiliência climática. Esses focos foram cuidadosamente escolhidos para enfrentar as questões sociais que mais afligem o Brasil atualmente.
O primeiro pilar busca desenvolver projetos de qualificação técnica em 2.760 municípios, predominantemente nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, que têm índices de desenvolvimento sustentável bem abaixo da média. “Esses locais enfrentam uma exclusão histórica e carecem de recursos, muitas vezes por falta de capacitação técnica. Vamos auxiliá-los na execução de políticas públicas”, acrescenta Salete.
No segundo pilar, a fundação complementará os programas de financiamento e crédito da Caixa, oferecendo orientações financeiras aos empreendedores. Salete destaca: “Estamos cientes de que, apesar de a Caixa disponibilizar recursos, muitos empreendedores, como pescadores e seringueiros, necessitam de apoio na gestão financeira para utilizar o capital de forma eficaz. A Fundação Caixa se propõe a ser essa ponte entre o recurso e o conhecimento necessário para utilizá-lo.”
Por fim, o terceiro pilar é voltado para a preservação da biodiversidade e a criação de projetos que promovam a mitigação dos impactos climáticos. Isso inclui ações que visem à regeneração do Cerrado, além de iniciativas para reduzir a emissão de poluentes e o uso de lenha.
Corpo Funcional e Rede de Colaboração
Salete destaca que um dos diferenciais da Fundação Caixa será a formação de um corpo funcional enxuto, que será selecionado através de um rigoroso processo seletivo. Além disso, haverá um sistema de elegibilidade para os dirigentes. “Nossa intenção é constituir uma rede de mentores composta por engenheiros, arquitetos, advogados e técnicos da própria Caixa, inclusive aposentados. Iremos aproveitar esse capital humano altamente qualificado para maximizar nosso impacto social”, ressalta.
A expectativa é que o corpo funcional não só atue de maneira eficaz, mas também crie um ambiente de voluntariado, onde os funcionários da Caixa possam contribuir com suas expertises em prol da fundação.
Diante desse projeto, a Fundação Caixa se apresenta como uma oportunidade ímpar para transformar a realidade social em diversas regiões do Brasil. Ao unir recursos financeiros e o know-how de profissionais experientes, a fundação promete ser uma força motriz na luta contra as desigualdades e na promoção da educação financeira e ambiental no país.

