Crescimento da Produção de Gás Natural no Brasil
A produção de gás natural no Brasil teve um aumento significativo de 16% em 2025, atingindo a marca de 178 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia). O estado do Rio de Janeiro, por sua vez, superou essa média com um crescimento de 20%, produzindo 137 milhões m³/dia, o que equivale a impressionantes 75% da produção nacional. Esses dados foram revelados na recente publicação “Perspectivas do Gás no Rio 2025-2026”, divulgada na terça-feira (27) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
De acordo com o estudo, o setor de gás natural está passando por uma transformação estrutural, impulsionada pelos cinco anos de implementação da Nova Lei do Gás, além de avanços regulatórios, novos investimentos e um aumento significativo no uso do biogás. O Rio de Janeiro se reafirma, portanto, como o principal centro de infraestrutura para o movimento e o processamento desse insumo no Brasil.
Desafios e Oportunidades para o Setor
Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, enfatiza que o próximo desafio será converter esse crescimento na produção em uma redução concreta de custos para a indústria. “A abertura do mercado exige segurança jurídica, revisão de tarifas e uma coordenação institucional eficaz. O Rio tem uma oportunidade singular de liderar a transição energética e a reindustrialização do Brasil”, declarou Caetano.
O levantamento também revela que, apesar do aumento na produção de gás, apenas 33% do volume produzido foi efetivamente disponibilizado no mercado em 2025, uma queda em relação aos 42% registrados em 2021. A entrada em operação do gasoduto Rota 3 e da Unidade de Processamento de Gás Natural do Complexo Boaventura teve um papel crucial neste cenário, aumentando a oferta de gás no mercado do Rio de Janeiro, passando de 26 milhões para 33 milhões m³/dia entre 2024 e 2025.
Contribuições para o Debate Setorial
Estruturada em quatro eixos principais — tributação, regulação, infraestrutura e modelos de negócio — a publicação da Firjan reúne contribuições de diversos agentes da indústria, além de instituições públicas e especialistas. O objetivo é qualificar o debate sobre o setor de gás natural, identificando desafios e sinalizando oportunidades que podem surgir nos próximos anos.
A expectativa é que, com a continuidade dos investimentos e uma regulação mais eficiente, o Brasil, e especialmente o Rio de Janeiro, possam não apenas aumentar a produção de gás, mas também integrar esse recurso de maneira eficiente ao mercado, contribuindo para uma matriz energética mais sustentável e economicamente viável.

