Práticas Controversas em Ambiente Escolar
Investigações recentes revelam que crianças, especialmente aquelas com transtorno do espectro autista, eram encaminhadas para um espaço identificado como ‘sala das emoções’ quando demonstravam choro ou descontrole emocional. Relatos de 2024 indicam que essa sala era equipada com tatames pretos no chão e paredes escuras, além de janelas cobertas, criando um ambiente que não favorecia o bem-estar dos alunos.
Em depoimento, uma professora mencionou que as crianças mostravam resistência ao serem levadas para esse ambiente e, ao saírem, frequentemente se mostravam acuadas e, em algumas situações, apresentavam sinais de machucados. Alguns alunos chegaram a se esconder sob as mesas, o que levanta sérias questões sobre a efetividade e a ética daquela abordagem.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal afirmou que já havia iniciado uma apuração administrativa em relação a este caso. No entanto, com as novas evidências que surgiram, a pasta comunicou que tomará novas providências para investigar a situação de maneira mais profunda.
Alerta de Pais e Investigação Policial
Um episódio crucial ocorreu em 2024, quando uma professora prestes a deixar a escola alertou os pais sobre a existência da ‘sala das emoções’. Uma mãe, após questionar seu filho e receber um relato preocupante sobre a experiência na sala, decidiu registrar um boletim de ocorrência, dando início a uma investigação policial.
Durante o inquérito, a diretora da escola justificou a criação do espaço como parte de um projeto pedagógico intitulado ‘O coração que sente e fala’, que teria sido aprovado pela comunidade escolar. Segundo a gestora, a sala tinha como objetivo acolher alunos e funcionários durante momentos críticos de desregulação emocional, priorizando o atendimento especial aos alunos autistas.
Além disso, a diretora afirmou que as crianças passavam entre cinco e dez minutos no local, sempre acompanhadas por um professor. No entanto, os pais negaram que tenham sido informados sobre a existência desse espaço em reuniões realizadas no início do ano letivo.
Resultados da Investigação e Medidas Futura
Após uma análise detalhada, a Polícia Civil concluiu que as diretoras da escola ultrapassaram os limites do poder pedagógico, expondo os alunos a riscos que comprometiam sua saúde emocional e física, o que caracteriza abuso de poderes correcionais.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) declarou que o caso, envolvendo a Escola Classe 03 da Estrutural, já havia sido alvo de apuração administrativa anteriormente, conduzida pela Corregedoria. Contudo, em virtude das novas informações que vieram à tona, a SEEDF reiterou seu compromisso com a proteção dos alunos e anunciou a adoção de medidas imediatas para o reexame do caso. Isso inclui solicitar acesso ao inquérito policial e analisar as evidências apresentadas, com vistas a uma possível reabertura da investigação na esfera administrativa disciplinar.
A Corregedoria também planeja manter diálogo com o Ministério Público para garantir que as ações propostas sejam adequadas e respeitem as diferentes esferas de competência. A SEEDF reafirma que repudia qualquer prática que viole os direitos dos estudantes e que está comprometida em investigar rigorosamente todas as denúncias que comprometam a integridade do ambiente escolar.

