Revitalizando a Cultura Local
“Uma cidade só é boa para turistas se é boa para quem mora nela.” Essa frase de Vera Santos, guia turística e uma das idealizadoras do projeto-piloto Acreane-se – Circuito Histórico das Praças, resume a essência de uma iniciativa que busca valorizar a importância dos espaços culturais no coração de Rio Branco. Desenvolvido pelo Sindicato de Guias de Turismo do Acre (Singtur-AC) em parceria com diversos grupos locais, o projeto pretende reacender o interesse dos rio-branquenses e acreanos pela sua própria história, além de atrair visitantes.
Nos últimos anos, a região central da cidade tem enfrentado uma queda significativa no número de visitantes nos finais de semana, especialmente quando os comércios fecham suas portas. A escassez de opções culturais e de entretenimento, devido a obras no Palácio Rio Branco e no Novo Mercado Velho, tem impulsionado a população a buscar atividades em seus próprios bairros e parques. Exceto durante o período natalino, quando as praças são iluminadas e oferecem uma programação cultural intensa, como feiras gastronômicas e espaços para crianças, o Centro de Rio Branco vive um apagão cultural após as festividades.
No entanto, o fim de semana passado foi um divisor de águas. Com a ajuda de instituições públicas e empresários locais, o projeto Acreane-se trouxe vida nova às ruas e praças da cidade. O Singtur uniu forças para destacar locais que, embora familiares, muitas vezes são ignorados pela população. Este renascimento cultural é um convite para redescobrir a própria identidade, tão rica e diversa.
As atividades ocorreram nos dias 30 e 31, em dois horários: 14h e 16h. A média foi de 30 participantes por grupo, com o último dia registrando cerca de 40. Durante o passeio de aproximadamente uma hora e quarenta minutos, os participantes puderam conhecer ou relembrar a história de importantes marcos da cidade, como a Prefeitura de Rio Branco (antigo Hotel Chuí, construído em 1935 com planos originais para ser uma penitenciária), a Escola Estadual Barão do Rio Branco, e O Casarão, a primeira casa da cidade, pertencente ao coronel Fontenele de Castro.

