Feminicídio Choca Comunidade na Zona Norte
Na manhã desta quarta-feira (4), a violência interrompeu de forma trágica a vida de uma agente comunitária de saúde em Quintino Bocaiúva, zona norte do Rio de Janeiro. Amanda Loureiro da Silva Mendes, de apenas 26 anos, foi morta a tiros em frente à Clínica da Família Carlos Nery da Costa Filho. Testemunhas relataram que ela foi surpreendida por disparos enquanto passava pela rua, e um dos tiros atingiu fatalmente sua cabeça.
Amanda era uma profissional dedicada e conhecida na comunidade, e seu falecimento gerou comoção entre colegas e moradores. As investigações iniciais apontam que o principal suspeito do crime é Wagner Besserra de Araújo, ex-marido da vítima. O casal teve um relacionamento por sete anos e estava separado há quatro meses, tendo dois filhos pequenos, de 2 e 6 anos. Vale ressaltar que Amanda possuía uma medida protetiva contra ele, o que levanta questões sobre a segurança das mulheres em situações de violência doméstica.
Logo após o crime, Wagner fugiu a pé do local, mas foi capturado pouco tempo depois por policiais. De acordo com as informações da polícia, ele já havia enfrentado a justiça anteriormente, estando preso por homicídio em 2019, além de ter outras anotações criminais relacionadas a porte ilegal de arma e violencia doméstica.
A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar, encontrou Amanda caída ao chão, com várias marcas de perfuração. O local foi isolado para que as investigações pudessem ser realizadas. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu o caso, que está sendo tratado como feminicídio, um crime que, lamentavelmente, se tornou comum no Brasil.
A situação traz à tona reflexões sobre a segurança das mulheres e a necessidade de abordagens mais eficazes para combater a violência de gênero, que continua a ser uma questão crítica no país. Especialistas alertam para a importância de medidas protetivas e do acompanhamento psicológico às vítimas, que muitas vezes se sentem desamparadas após denúncias.
Este caso é mais um triste exemplo de como a violência doméstica pode ter desfechos fatais e destaca a urgência de ações governamentais e sociais para proteger as mulheres. Enquanto isso, a comunidade de Quintino Bocaiúva lamenta a perda de uma profissional dedicada, que além de trabalhar em prol da saúde, era mãe e filha.

