Venda dos Seahawks: Um Marco na História da NFL
Após conquistar o título do Super Bowl, os Seattle Seahawks podem ser oficialmente colocados à venda, segundo informações da ESPN dos Estados Unidos. Essa movimentação marca o fim de um longo período de incertezas sobre o futuro da franquia, que começou após a morte de Paul G. Allen, cofundador da Microsoft e então proprietário do time, em 2018. Conversas sobre a venda vêm ocorrendo nas esferas superiores da liga e da própria gestão, de acordo com fontes da emissora.
Desde que Paul Allen faleceu, os Seahawks e o Portland Trail Blazers, da NBA, passaram a ser administrados por seu espólio. Jody Allen, irmã do falecido magnata, tem se encarregado de gerir os ativos conforme estabelecido em testamento, que prevê a venda das equipes e a destinação dos recursos para instituições de caridade.
Caso essa venda se concretize, seria um fato inédito na era do Super Bowl, pois uma equipe que acaba de disputar — e vencer — a final da NFL estaria sendo comercializada imediatamente após. Um caso semelhante ocorreu em fevereiro de 1991, quando Preston Robert Tisch adquiriu 50% do New York Giants, que era o campeão da liga na época.
O Impacto da Propriedade e a Avaliação Financeira
Paul Allen comprou os Seahawks em 1996, com a transação sendo oficializada no ano seguinte. Essa aquisição foi fundamental para impedir que a franquia se mudasse para o sul da Califórnia. Agora, uma nova venda pode estabelecer um recorde histórico em valor para um time da NFL logo após sua participação em um Super Bowl.
No campo, os Seahawks têm demonstrado um desempenho consistente, chegando aos playoffs em sete das últimas dez temporadas. A equipe manda seus jogos no Lumen Field, um estádio conhecido por sua atmosfera desafiadora para os adversários. Atualmente, o local passa por melhorias que vão custar quase US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 104 milhões), com foco na Copa do Mundo de 2026.
O mercado de franquias esportivas está em plena ascensão, com a Sportico, especializada em finanças do esporte, avaliando os Seahawks em US$ 6,59 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões), colocando-os como a 14ª avaliação mais alta entre os times da NFL. Em 2023, a venda do Washington Commanders por US$ 6,05 bilhões (cerca de R$ 31 bilhões) estabeleceu um novo recorde para a liga, enquanto no basquete, a venda de uma participação majoritária dos Los Angeles Lakers por US$ 10 bilhões (aproximadamente R$ 52 bilhões) também chama atenção.
Expectativas de Venda e Possíveis Compradores
Executivos consultados pela ESPN estimaram inicialmente que os Seahawks poderiam alcançar entre US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) e US$ 8 bilhões (cerca de R$ 41 bilhões). No entanto, projeções mais recentes sugerem valores ainda mais altos. No último domingo, o Wall Street Journal revelou que a NFL havia multado os Seahawks em US$ 5 milhões (cerca de R$ 26 milhões) devido ao descumprimento de exigências relacionadas à venda da equipe, geradas pela demora de Jody Allen em atender às disposições do espólio. A liga, entretanto, negou repetidamente a aplicação da multa.
Fontes próximas à situação indicam que a NFL concordou em não impor qualquer sanção financeira em troca de um compromisso formal para a venda da franquia. Com o processo de venda se aproximando, as expectativas são de que o lance vencedor supere entre US$ 9 bilhões (cerca de R$ 46 bilhões) e US$ 11 bilhões (aproximadamente R$ 57 bilhões), quebrando assim o recorde atual de venda de um time da NFL.
A especulação inicial sobre potenciais compradores se volta para Jeff Bezos, fundador da Amazon e ex-residente de Seattle por quase três décadas. Contudo, pessoas que estão próximas ao assunto não acreditam que ele esteja interessado em entrar na disputa, especialmente após sua recente mudança para Miami. A expectativa é que um bilionário menos conhecido pelo público possa emergir como o principal candidato para assumir o controle da franquia que acaba de conquistar mais um troféu Lombardi.

