Investimento e Oportunidades no Setor Cultural
O Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou a criação de sete novos editais, totalizando um investimento superior a R$ 31 milhões, que oferecem cerca de 400 oportunidades para projetos culturais em diversas áreas e formatos. A divulgação foi realizada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, que apresentou tanto novas linhas de fomento quanto a reabertura de chamadas já conhecidas no setor.
Esse conjunto de editais amplia o apoio do governo ao incluir iniciativas voltadas à sustentabilidade e à diversidade cultural religiosa. Além disso, uma nova edição do programa de Mobilidades foi lançada, com foco na circulação de artistas fluminenses, tanto no Brasil como no exterior. A distribuição dos recursos abrange múltiplas linguagens artísticas, assim como diversas regiões do estado e perfis de proponentes, com ênfase na descentralização e na representatividade.
De acordo com o governo, essa estratégia é baseada na compreensão de que a cultura também desempenha um papel econômico significativo, impactando diretamente na geração de empregos e renda. O governador Cláudio Castro ressaltou em uma declaração que a política visa valorizar a diversidade cultural do estado e democratizar o acesso aos recursos públicos em todas as regiões do Rio de Janeiro.
Sustentabilidade em Destaque
Um dos principais destaques do pacote é a inclusão de cinco editais focados em práticas sustentáveis, totalizando um investimento de R$ 11,6 milhões. As chamadas visam apoiar projetos relacionados a Artesanato Sustentável, Cultura e Ecologia, Moda Sustentável, Feiras de Artesanato e Gastronomia Cultural. A proposta é incentivar iniciativas que integrem produção cultural, geração de renda e preservação ambiental.
Esses editais são direcionados a iniciativas que já operam na interseção entre economia criativa e sustentabilidade, mas que frequentemente enfrentam obstáculos para acessar financiamento adequado. O lançamento dos editais se alinha ao crescente debate sobre sustentabilidade no Brasil, especialmente após o país sediar importantes reuniões internacionais sobre questões climáticas no último ano.
Com essa abordagem, o governo busca conectar o fomento cultural a temas contemporâneos, sem deixar de lado o apoio a produtos artísticos tradicionais. Setores como artesanato, moda e gastronomia são vistos como estratégicos para essa nova perspectiva.
Expressões Religiosas e Cultura
Outra novidade trazida pelos editais é o lançamento do programa Cultura e Fé, que contará com um investimento de R$ 10 milhões. Este edital tem como objetivo apoiar expressões culturais religiosas, manifestadas através de produções artísticas como música, artes cênicas, audiovisual e festividades populares.
Ao todo, são 200 vagas disponíveis, com R$ 50 mil destinados a cada projeto. As vagas estão distribuídas entre quatro categorias: Católica, Evangélica, Povos de Terreiro e Outras Religiosidades, com 50 vagas para cada uma. Proponentes com CNPJ ou MEI podem participar do edital.
A Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, enfatizou que os novos editais são fruto de um processo contínuo de diálogo com a sociedade. Segundo ela, a política busca reconhecer e valorizar tradições, ancestralidades e manifestações locais, além de descentralizar os recursos da pasta e fomentar a economia cultural.
“Cada vez mais, estamos conectando a cultura a temas relevantes no cenário social do nosso estado, valorizando nossas tradições e ancestralidade. Os novos editais são fruto dessa escuta contínua, e buscam descentralizar os recursos, gerando mais empregos e renda para a população”, destacou Barros.
Mobilidades e Atração de Novos Mercados
O pacote inclui também a segunda edição do edital de Mobilidades, voltado para a circulação de artistas fluminenses, tanto no Brasil quanto no exterior. Esta chamada possui três módulos e um investimento total de R$ 9,5 milhões, com o objetivo de apoiar turnês, apresentações e intercâmbios em eventos nacionais e internacionais.
O impacto desse tipo de edital é direto na inclusão de artistas em novos mercados e circuitos, especialmente para aqueles projetos que não dispõem de estrutura privada para arcar com despesas de deslocamento e logística.
Para o setor, o desafio agora será a execução eficiente e o acompanhamento dos investimentos até 2026.

