O Impacto Econômico do Rio Open
O Rio Open deve injetar aproximadamente R$ 200 milhões na economia do Rio de Janeiro, conforme um estudo realizado pela Deloitte que analisa os efeitos econômicos do torneio. Organizar um evento dessa magnitude exige um investimento significativo. Para se tornar um ATP 500, é necessário assegurar a participação de grandes nomes do tênis, como já fizeram os renomados jogadores espanhóis Rafael Nadal e Carlos Alcaraz.
A estrutura necessária para a realização do torneio inclui a construção de quadras, arquibancadas, além do pagamento de uma equipe técnica competente, transporte e hospedagem, sem contar as taxas de licenciamento impostas pela ATP. Por outro lado, a competição também oferece uma premiação atraente, com cerca de US$ 2,5 milhões (equivalente a R$ 13 milhões) a ser distribuído entre os atletas, sem contar outros custos associados.
Entretanto, a responsabilidade financeira não recai apenas sobre os organizadores. O Rio Open 2026 conta com um número recorde de 44 empresas patrocinadoras e 12 apoiadoras, garantindo a sustentabilidade do evento. Importante ressaltar que o torneio gera emprego e renda, com cerca de 5 mil postos de trabalho criados para a sua realização.
Além disso, 90% dos fornecedores de produtos necessários para o evento são empresas locais, o que assegura que os impostos gerados permaneçam no Rio de Janeiro. Isso transforma o Rio Open em um exemplo de sucesso a ser seguido por outras iniciativas.
“Grandes eventos são ativos econômicos”, afirma Marcia Casz, diretora-geral do Rio Open. “O Rio Open é um evento de relevância comprovada, cada vez mais consolidado e integrado ao calendário oficial da cidade”, complementa, ressaltando a importância do torneio para a economia local.
O Fenômeno João Fonseca
A ascensão do Rio Open coincidiu positivamente com a chegada de João Fonseca, um jovem tenista de apenas 19 anos, natural do Rio de Janeiro. Ele é apontado como uma das promessas do tênis mundial, despertando expectativas de que possa rivalizar com grandes nomes como Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, que atualmente dominam o circuito, em uma nova era equivalente ao famoso Big 3, que foi formado por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic.
A presença de Fonseca no torneio tem atraído multidões, com filas formadas até mesmo para acompanhar seus treinos. Os organizadores estimam que mais de 70 mil pessoas devem passar pelo Jockey Club Brasileiro durante a semana do evento, evidenciando a popularidade crescente do jovem atleta.
Os jogos de Fonseca têm registrado públicos lotados, e, na expectativa de que ele conquiste um título em casa, os ingressos para o Rio Open estavam esgotados desde novembro de 2025, vendendo-se rapidamente em apenas duas horas.
Com o crescimento do torneio e a forte conexão que o evento tem com a cidade e suas comunidades, o Rio Open se consolida como um pilar da economia carioca, refletindo não apenas o amor pelo esporte, mas também a capacidade de gerar desenvolvimento econômico.

