Conflito Religioso e Cultural
Um pastor gerou controvérsia ao afirmar que integrantes de uma escola de samba que homenageou o ex-presidente Lula correm o risco de desenvolver câncer na garganta. ‘Não vamos responder às provocações que fizeram nas escolas de samba. Tripudiaram em cima da nossa fé, não vamos responder. Vamos orar. A hora que esses homens estiverem com câncer na garganta, eles vão lembrar com quem mexeram’, disse ele em um vídeo publicado em suas redes sociais após um culto.
Além de Elias Cardoso, outros líderes religiosos e figuras da direita se manifestaram, criando montagens de fotos de suas famílias dentro de latas, por meio de inteligência artificial, em uma ironia à apresentação da escola de samba. Outros, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), consideraram o desfile uma ofensa à fé cristã, afirmando que a laicidade não deve ser usada para zombarias e humilhações, e cobraram uma reação da Frente Parlamentar Evangélica. O deputado federal Gilberto Nascimento (PSD-SP), líder da bancada, caracterizou a fantasia apresentada como ‘inadmissível’, alegando que a performance tratou conservadores como inimigos.
Repercussões Políticas e Religiosas
A discussão ganhou ainda mais força com as declarações do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que, em um tom provocativo, lembrou que os evangélicos devem manter em mente o desfile ‘na hora de votar’. A crítica também veio de presidenciáveis, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG). Flávio, filho do ex-presidente, chamou o evento de um ‘ataque à fé de milhões de brasileiros’, enquanto Zema acusou a escola de preconceito religioso. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) complementou que ‘usar verba pública para ridicularizar a igreja evangélica é inadmissível’.

