Festa promete grandes movimentações econômicas
O Carnaval de 2026 está projetado para movimentar em torno de R$ 5,9 bilhões na economia do Rio de Janeiro, conforme as previsões do “Carnaval de Dados”, relatório elaborado pela prefeitura. Com um público estimado de oito milhões de foliões apenas na capital, a festividade não se limita ao turismo, mas promete aquecer vários setores na região.
A pesquisa abrange o período que vai do pré-Carnaval, iniciado em 17 de janeiro, até o término oficial da festividade em 22 de fevereiro, data que sucede o Sábado das Campeãs. Um dos pontos destacados no levantamento é o retorno significativo em arrecadação municipal nos dias de festa. O Imposto Sobre Serviços (ISS) relacionado às atividades diretamente e indiretamente ligadas ao Carnaval deve gerar cerca de R$ 240 milhões. Do total, os setores de turismo e eventos são responsáveis por mais de R$ 47 milhões dessa arrecadação durante o mês da festa.
O prefeito Eduardo Paes ressaltou a importância do evento. “O Carnaval do Rio é um verdadeiro espetáculo mundial. Nossas escolas de samba e blocos reúnem milhões nas ruas, transformando a cidade em um imenso palco. Essa celebração não apenas exalta nossa cultura, mas também impulsiona a economia, movimentando o comércio, turismo e serviços, beneficiando toda a cidade”, destacou.
A Prefeitura investe anualmente cerca de R$ 100 milhões no Carnaval, o que inclui incentivos culturais às escolas de samba — como o Grupo Especial, Série Ouro, Escolas Mirins e os desfiles da Intendente Magalhães — além da operação do evento e a manutenção do Sambódromo.
A Riotur, responsável pela gestão do turismo no município, estima que a festa deve atrair oito milhões de pessoas para os blocos de rua. Aldo Gonçalves, presidente do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município (SindilojasRio), enfatiza o papel vital do Carnaval para o comércio local.
“O Carnaval é essencial para fortalecer a economia, em especial para o comércio e serviços ligados ao lazer, entretenimento, hospedagem, alimentação e transportes. Este período traz oportunidades de crescimento e movimenta uma ampla cadeia produtiva que se estende além dos dias de celebração”, afirmou.
Além de impulsionar as vendas, a festividade também gera uma quantidade significativa de empregos temporários. A produção de fantasias, a organização de blocos, a montagem de infraestruturas e a logística dos eventos criam milhares de postos de trabalho em diversas áreas da economia carioca.
Os comerciantes da cidade preveem um crescimento de 5% nas vendas durante o Carnaval em comparação ao ano anterior, de acordo com uma pesquisa realizada pelo CDLRio e SindilojasRio, que entrevistou 150 lojistas entre os dias 19 e 23 de janeiro. Bruno Gorodicht, cofundador e sócio-executivo do Grupo Impettus, que administra estabelecimentos como Espetto Carioca e Sirène, indica que as vendas no final de semana de Carnaval costumam aumentar em média 11%.
“Os produtos mais procurados são as proteínas e petiscos, e a bebida que mais vende é a cerveja, tanto em garrafas quanto na long neck”, destaca. Gorodicht também mencionou que, embora o ticket médio diminua cerca de 5%, a rotação de clientes nas lojas é maior. “Esperamos um faturamento 15% superior ao de finais de semana comuns neste Carnaval”, completou.
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (Sedeics) foi contatada, mas não havia retornado até a publicação desta matéria.

