Compromisso com a Saúde Pública
No contexto político atual, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da inauguração do setor de emergências do Hospital Federal Cardoso Fontes, localizado em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Durante o evento, Lula, acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do prefeito Eduardo Paes (PSD), não hesitou em criticar a gestão anterior, insinuando que a família Bolsonaro deixou um legado de descaso na saúde pública.
A solenidade, que marca a entrega oficial das obras já concluídas desde 2025, foi uma oportunidade para Lula ressaltar uma série de realizações de seu governo. O presidente fez um apanhado das ações que, segundo ele, beneficiam a população, como a isenção de imposto de renda para cidadãos com renda mensal de até R$ 5.000, a distribuição gratuita de botijões de gás e a isenção nas contas de luz para consumidores que utilizam até 80 quilowatts-hora. Além disso, destacou a redução do desemprego, da inflação e a valorização do real.
O Que Mudou?
“Nós vamos fazer é isso, é mostrar, é desafiar, é comparar o que aconteceu nesse país, tá?”, disse Lula, referindo-se aos avanços na economia. Ele criticou as referências da oposição sobre o aumento de preços, perguntando: “Quanto é que está a carne agora? Quanto é o ovo? Quanto é que está o café? Tudo, por incrível que pareça, está mais barato.” Para Lula, esses dados refletem um controle maior da inflação.
Obras Que Deveriam Ter Sido Concluídas
Na mesma linha, o presidente afirmou que a reabertura da ala do hospital é uma ação que deveria ter sido realizada anteriormente. “A gente está fazendo aquilo que outros deveriam ter feito em outros momentos na história”, declarou, sublinhando a importância do atendimento digno a todos os cidadãos, independentemente de sua origem social.
“Esse é um hospital público, com recursos da prefeitura e da União, que pretende garantir R$ 600 milhões anuais para a manutenção, assegurando que qualquer pessoa, por mais simples que seja, receba tratamento com respeito e dignidade”, completou.
Críticas à Administração Anterior
O ministro Padilha também aproveitou a ocasião para criticar a gestão Bolsonaro, afirmando que houve corrupção nos hospitais federais do Rio de Janeiro durante aquele período. “A gente vivia um apagão nos hospitais do Rio, e a responsabilidade é de uma família: os Bolsonaro”, acusou, destacando que havia um “dono” que controlava os contratos e a indicação de diretores, o que prejudicou o funcionamento adequado dos serviços de saúde.
Padilha não poupou palavras ao afirmar que os trabalhadores desse hospital enfrentavam situações insustentáveis, como a necessidade de pagar “pedágio” para milícias para conseguir trabalhar. “Nós não aceitamos que uma família se considere dona de uma rede de hospitais. Os hospitais pertencem ao povo do Rio de Janeiro”, ressaltou.
Homenagens e Polêmicas
Durante a cerimônia, o prefeito Eduardo Paes também prestou homenagem à ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, responsável pelo início do projeto que culminou na reforma do hospital. Ele criticou a antiga administração, mencionando que os hospitais federais foram utilizados como instrumentos de politicagem durante o governo de Bolsonaro.
Em um tom entusiástico, Paes exclamou: “Viva o Rio de Janeiro, o SUS, viva o presidente Lula e viva o Carnaval do Rio de Janeiro”. Após o evento, Lula deve participar de um desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, onde será homenageado. Vale destacar que, mesmo frente a um pedido de oposição para cancelar o desfile, a presidente do TSE, Cármen Lúcia, afirmou que não haveria “salvo conduto” para abusos durante o evento.

