Candidatura em Análise
O delegado Felipe Curi, que esteve à frente da operação mais letal da história do Rio de Janeiro no ano passado, é cogitado como um potencial candidato ao governo fluminense pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Fontes próximas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) indicam que Curi é considerado um “plano B” pela legenda bolsonarista. Essa decisão deverá ser tomada caso o deputado estadual Douglas Ruas (PL) não consiga avançar nas pesquisas de intenção de votos até julho, mês que antecede o prazo para convenções partidárias.
Embora Ruas já tenha sido oficialmente anunciado como candidato do PL, ele está sendo testado em diferentes cenários eleitorais. Inicialmente, Curi havia sido apalavrado com o partido para concorrer como deputado federal, mas, nos últimos meses, ele tem adotado uma postura de candidato, compartilhando vídeos em suas redes sociais onde discute uma variedade de temas, focando especialmente em segurança pública.
Recentemente, Curi voltou a ser destaque na mídia ao comentar a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ), que foi detido sob suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho, embora tenha sido solto dias depois e negue qualquer ligação com o crime organizado. Em suas declarações, Curi tem enfatizado a necessidade de um combate rigoroso ao crime em todo o estado, o que pode torná-lo uma opção mais atraente para o PL, especialmente se a candidatura de Ruas não conseguir “ganhar tração”, conforme afirmam aliados de Flávio Bolsonaro.
Para assegurar uma base de apoio na Baixada Fluminense, o PL escolheu como vice na chapa de Douglas Ruas o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP). Além disso, o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), também se lançará como candidato ao Senado, ao lado do governador Cláudio Castro (PL), criando assim uma teia de alianças que busca fortalecer a presença do partido na região.

