Relato Angustiante de Cárcere Privado
Uma mulher, que se tornou vítima de cárcere privado por um período de cinco dias, compartilhou seu relato à polícia sobre os momentos de terror que viveu em Belford Roxo. Segundo informações, ela estava no local desde a última sexta-feira (27), com seu filho de apenas 2 anos, para que ele pudesse visitar o pai, com quem não mantinha mais um relacionamento. Durante esse período, Igor Ferreira de Souza, seu ex-parceiro e agora suspeito de tráfico de drogas, teve acesso ao celular da mulher e, ao visualizar uma foto dela ao lado de outro homem, começou a fazer ameaças, chegando a declarar que mataria o pai da vítima.
A mulher, que preferiu não ser identificada, relatou à polícia que, após a descoberta da imagem, o clima de tensão se intensificou. “Ele parecia fora de si, a cada minuto que passava, suas ameaças se tornavam mais graves. Eu só pensava em como proteger meu filho”, contou em desabafo. Igualmente, ela destacou que o ex-companheiro não estava apenas sob efeito de substâncias ilícitas, mas também demonstrava um comportamento agressivo que há tempos já se manifestava em suas interações.
De acordo com a polícia, a mulher conseguiu escapar do cativeiro no último dia 2, após conseguir contato com uma vizinha que ajudou a alertar as autoridades. Igor Ferreira de Souza foi preso em flagrante e agora enfrenta diversas acusações, incluindo ameaças, cárcere privado e suspeita de envolvimento com o tráfico.
Até o momento, o caso tem gerado grande repercussão na região, levantando discussões sobre a violência doméstica e a vulnerabilidade a que muitas mulheres estão expostas em relacionamentos abusivos. A cada dia, mais casos como esse vêm à tona, trazendo à tona a urgência de medidas efetivas de proteção para as vítimas.
As autoridades fazem um apelo para que qualquer pessoa que tenha informações sobre situações semelhantes entre em contato com as linhas de ajuda disponíveis. “É fundamental que as vítimas se sintam seguras para buscar auxílio. Não estão sozinhas”, enfatizou um agente da polícia que preferiu não ser identificado. Com isso, espera-se que mais pessoas tenham coragem de expor suas histórias e buscar apoio.

