Crime brutal em Duque de Caxias
Lucélia Domingos Isidro, de 44 anos, foi vítima de feminicídio na última quinta-feira (4), no bairro Parque Marilândia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O ex-companheiro dela, Rogério Costa, 42 anos, atirou contra Lucélia dentro da própria casa, na presença dos filhos do casal. Ela foi atingida no braço, sofreu hemorragia e chegou ao hospital sem vida. No dia seguinte ao crime, Rogério se entregou à Polícia Civil, tornando-se o principal suspeito do assassinato.
Contexto da violência contra a mulher no Rio de Janeiro
Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o estado do Rio de Janeiro registrou 104 vítimas de feminicídio em 2025. A maioria dos casos, 45,3%, envolve violência praticada por companheiros ou ex-companheiros das vítimas, o que evidencia a gravidade da violência doméstica na região. Além disso, as tentativas de feminicídio somaram 307 ocorrências no mesmo período, demonstrando que o problema persiste apesar de uma redução de 19,6% nos índices gerais.
Casos recentes e o impacto na sociedade
Outro episódio de feminicídio ocorreu na última semana em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. Fernanda Lima Martins Freitas Guedes, 47 anos, foi assassinada a facadas na noite de quarta-feira (3). O namorado dela, André Lessa Horinouchi, foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Informações do portal g1 revelam que o suspeito possuía antecedentes por violência doméstica e que o relacionamento era marcado por comportamentos abusivos.
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Em 2025, 47.465 mulheres registraram denúncias de ameaça na delegacia, um aumento de cerca de 3% em relação ao ano anterior. Um caso recente, ocorrido em 30 de maio, em São Gonçalo, envolveu uma tentativa de feminicídio dentro de casa. A vítima foi socorrida após ser agredida, e o suspeito morreu em confronto com um homem que tentou defendê-la. O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG).
Desafios e próximos passos
Esses episódios evidenciam a urgência de políticas públicas eficazes para combater a violência contra a mulher na Baixada Fluminense e Região Metropolitana do Rio. O aumento nas denúncias mostra que mais mulheres estão buscando ajuda, mas a persistência dos casos fatais indica que medidas preventivas ainda precisam ser fortalecidas para garantir a proteção e segurança das vítimas.

