Processo Decisivo para o Futuro Político de Cláudio Castro
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, agendou para o dia 10 de março o julgamento de duas importantes ações contra o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do PL. Esses processos têm potencial para resultar na cassação do seu mandato. Além de Castro, outras figuras proeminentes da política fluminense estão sob investigação, incluindo o ex-vice-governador Thiago Pampolha, do MDB, e o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, do União.
As apurações indicam que tanto Cláudio Castro quanto Rodrigo Bacellar teriam criado 27 mil cargos “fantasmas”, destinados a empregar cabos eleitorais, prática que possibilitou a reeleição de Castro nas eleições de 2022. Essa situação gerou um clima de apreensão no cenário político local, onde as consequências de um eventual julgamento desfavorável podem ser bastante severas.
O processo estava suspenso desde novembro de 2025, após um pedido de vista do ministro Antonio Carlos Ferreira, mas foi liberado para votação na última quarta-feira, dia 18. Antes da interrupção, a relatora do caso, ministra Isabel Gallotti, já havia se manifestado a favor da cassação tanto de Cláudio Castro quanto de Rodrigo Bacellar, sugerindo ainda a convocação de novas eleições no estado do Rio.
Segundo Gallotti, as irregularidades cometidas na gestão de Castro são classificadas como ‘graves’ e tiveram reconhecimento formal por parte do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). “As condutas praticadas pelos investigados revestem-se de gravidade no contexto eleitoral de 2022 no estado do Rio”, afirmou a relatora, enfatizando a seriedade das ações que estão sendo julgadas.
O desfecho do julgamento ainda depende dos votos do ministro Antonio Carlos Ferreira, da própria Cármen Lúcia e do ministro Nunes Marques, além de outros membros da Corte. Se a cassação for confirmada, Castro poderá ser declarado inelegível por um período de oito anos, contados a partir das eleições de 2022. Nesse cenário, seria necessária a convocação de uma nova eleição para o governo do Rio de Janeiro, intensificando a instabilidade política na região.
É importante ressaltar que pode ocorrer um novo adiamento do julgamento caso outro ministro solicite vista do processo quando ele for retomado, o que geraria ainda mais incertezas para o futuro político de Cláudio Castro e de sua administração. A expectativa é alta, tanto entre os eleitores quanto entre os analistas políticos, que aguardam ansiosamente por um desfecho que poderá redefinir o cenário governamental no estado.

