Dados do Comércio Varejista Brasileiro
O comércio varejista brasileiro apresentou um crescimento de 0,4% em janeiro, comparado ao mês anterior, dezembro. Essa alta é especialmente impulsionada pela demanda por artigos farmacêuticos, que se destaca entre os produtos mais vendidos. Em relação ao mesmo mês do ano passado, janeiro de 2022, o aumento foi ainda mais significativo, alcançando 2,8%. Ao longo dos últimos 12 meses, o crescimento acumulado no setor é de 1,6%.
Essas informações foram divulgadas nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal de Comércio. De acordo com Cristiano Santos, gerente da pesquisa, o resultado de janeiro representa um marco, sendo o ponto mais alto da série histórica.
“Esse pico já havia sido registrado em novembro, quando o setor apresentou dois resultados positivos seguidos, mas em dezembro ocorreu uma leve queda de 0,4%. O retorno positivo de 0,4% em janeiro coloca o comércio varejista brasileiro no nível mais alto observado nos últimos 20 anos”, explica Santos.
Atividades com Desempenho Positivo
Dentro desse cenário, quatro das oito atividades do comércio varejista reportaram altas no volume de vendas. Os segmentos que se destacaram foram: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria; tecidos, vestuário e calçados; outros artigos de uso pessoal e doméstico; além de hipermercados, supermercados e produtos alimentícios, incluindo bebidas e fumo.
Além disso, quando se analisa o comércio varejista ampliado, que inclui categorias como veículos, motos, partes e peças, bem como material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, o volume de vendas cresceu 0,9% no mesmo mês.
Esse crescimento no varejo é um sinal positivo para a economia, especialmente em um momento em que muitos setores ainda estão se recuperando das consequências econômicas adversas da pandemia. Analistas acreditam que a tendência de alta nas vendas pode refletir um aumento na confiança do consumidor e na recuperação do mercado de trabalho, fatores cruciais para a continuidade desse crescimento.

