Criança do Rio de Janeiro supera grave lesão após intervenção rápida da equipe médica
Após 20 dias de tratamento intensivo, Heloísa, uma criança baleada na saída da escola na Zona Oeste do Rio de Janeiro, recebeu alta médica. A menina havia sofrido uma lesão vascular grave na perna esquerda devido a um tiro. Segundo informações do Hospital Rocha Faria, onde Heloísa foi atendida, sua condição era crítica ao chegar, necessitando de entubação e cirurgia de emergência devido à perda de sangue e risco de isquemia.
Helder Souza, coordenador médico da pediatria do hospital, destacou a importância da resposta rápida da equipe médica. “A paciente foi recebida em estado grave, assistida prontamente e encaminhada para cirurgia. Após a operação, ela foi transferida para o CTI, onde recebeu suporte integral da pediatria. Com a evolução do quadro, foi possível iniciar a fisioterapia motora, essencial para sua recuperação”, explicou o especialista.
A cirurgiã Luana Gouvêa, que conduziu o primeiro procedimento, ressaltou que a decisão de operar imediatamente foi crucial, mesmo o hospital não sendo especializado em cirurgia vascular. “Em casos de ferimentos por arma de fogo, especialmente em crianças, cada minuto é vital. A transferência poderia atrasar o atendimento e agravar a situação. A intervenção rápida foi fundamental para evitar sequelas ou até mesmo risco de vida”, afirmou.
Durante a internação, Heloísa passou por várias cirurgias e iniciou um processo de reabilitação com fisioterapia, conseguindo, aos poucos, voltar a caminhar com o auxílio de um andador. Os médicos relataram que, após a alta, a criança continuará a receber acompanhamento na pediatria e na cirurgia geral.
O pai de Heloísa, Geovane da Paixão, expressou sua alegria ao receber a notícia da alta da filha: “Foram dias de angústia. Agora, com ela em casa, nos sentimos mais seguros. Tivemos receio de como seria a vida dela após o ocorrido.”
Na mesma tragédia, Heloísa, sua irmã Marilia Leticia, de 14 anos, e outra criança de 10 anos foram atingidas enquanto estavam na Rua Horizontina, durante um tiroteio em uma comunidade nas proximidades. O incidente trouxe à tona a urgência de discutir a segurança nas áreas escolares e as consequências da violência armada no dia a dia das crianças.

