Cuidados Essenciais para Proteger a Pele
O verão é a época ideal para aproveitar mergulhos em águas cristalinas, seja no mar, em rios ou nas piscinas. Porém, é fundamental estar atento aos cuidados necessários para evitar possíveis problemas dermatológicos. Segundo dados do Ministério do Turismo, cerca de 59 milhões de brasileiros viajaram pelo país no último verão, e a expectativa é de que este número aumente na próxima temporada, o que torna ainda mais relevante a atenção com a saúde da pele.
Cada ambiente aquático apresenta riscos distintos. No mar, a alta concentração de sal pode causar desidratação da pele e até agravar feridas expostas, principalmente em praias que não são adequadas para banho. Por outro lado, nos rios, o risco de infecções bacterianas é uma preocupação, assim como o contato com larvas, algas e animais peçonhentos. Embora os riscos em piscinas sejam considerados menores, o cloro pode provocar ressecamento e irritações cutâneas.
A dermatologista Patricia Martinski, da Afya Educação Médica Curitiba, ressalta que os cuidados devem variar conforme o tipo de água, mas há um ponto essencial que se aplica a todos os cenários: a observação das condições do local antes de entrar. “O primeiro passo ao se aproximar de um rio é verificar se a água é adequada para banho. Isso inclui estar atento à possível presença de resíduos biológicos, químicos e até esgoto. Também é importante observar a coloração da água; em caso de dúvidas, evite entrar e não consuma essa água”, recomenda a especialista.
Riscos Específicos em Cada Tipo de Água
Outro alerta feito por Martinski diz respeito aos perigos que podem estar presentes em ambientes aquáticos, como a presença de animais como aranhas, lagartas e cobras, que podem ocasionar picadas e queimaduras. Além disso, a proximidade de indústrias químicas pode trazer resíduos que causam alergias, infecções e lesões mais sérias.
No mar, além do risco de afogamento, é crucial estar ciente da presença de resíduos químicos e biológicos, especialmente em regiões com atividade industrial ou histórico de despejos irregulares. “Em áreas de praia, é importante checar a presença de águas-vivas e caravelas, o que pode ser confirmado em placas informativas ou por meio dos salva-vidas presentes”, acrescenta a dermatologista. Para proteger a pele ao entrar na água salgada, recomenda-se o uso de hidratantes de barreira à base de glicerina e a reaplicação do protetor solar após contato prolongado com a água, visto que o mar pode reduzir sua eficácia.
Após um dia de praia, um banho de água doce é essencial para remover o sal, seguido da aplicação de hidratante em casa. Essa prática ajuda a manter a pele saudável e hidratada.
Cuidados em Piscinas: Atenção com a Água e a Limpeza
As piscinas podem parecer uma opção mais segura, mas também requerem cuidados especiais. É fundamental observar a transparência da água: piscinas turvas ou com aspecto inadequado devem ser evitadas. O acúmulo de sujeira, objetos boiando, insetos mortos ou folhas são sinais claros de falta de limpeza, que podem levar a irritações ou até infecções.
A dermatologista destaca que ficar muito tempo em piscinas com alto teor de cloro pode reduzir a eficácia do protetor solar. Para minimizar esses efeitos, recomenda-se o uso de protetores solares resistentes à água, além da reaplicação após sair da piscina. Antes de entrar na água, um creme hidratante de barreira com glicerina é aconselhado, desde que seja permitido pelo local. Assim como nas outras situações, ao sair da piscina, é imprescindível tomar um banho para remover o cloro e outros resíduos, finalizando com a aplicação de um bom hidratante para recuperar a vitalidade da pele.

