Desafios no Nordeste
Escolhido para coordenar a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência em 2026, o senador Rogério Marinho (PL-RN) fez uma análise crítica sobre a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante as eleições de 2022. Segundo Marinho, a falta de palanque em algumas regiões, especialmente no Nordeste, foi um obstáculo significativo. ‘Em 2022, faltou palanque ao presidente Bolsonaro em alguns estados, a exemplo do Nordeste’, declarou Marinho em entrevista ao portal G1.
Marinho, que já foi ministro de Jair Bolsonaro e exerce a função de líder da oposição no Senado, inicialmente tinha planos de concorrer ao governo do Rio Grande do Norte pelo PL. No entanto, ele decidiu redirecionar seus esforços para apoiar a candidatura presidencial de Flávio, seu colega no Congresso Nacional. O senador foi considerado uma figura central na estratégia do PL para a disputa no estado, que atualmente é governado pelo PT.
Em um pronunciamento feito na última quarta-feira (21), Marinho revelou que aceitou integrar a pré-campanha de Flávio a pedido de Jair Bolsonaro, que se encontra preso em Brasília e elegeu seu filho como o candidato à presidência.
Estratégia Nacional
Para Marinho, a escolha de sua participação reflete um interesse da campanha em olhar para o Nordeste, embora ele tenha frisado que seu trabalho não se limitará a essa região. ‘Cada região está sendo tratada com as características que elas têm. O fato de eu ser do Nordeste mostra uma sensibilidade maior à região, mas não significa que a atuação vai ser direcionada. Vai ser em caráter nacional’, enfatizou.
A análise do desempenho de Flávio Bolsonaro na região Nordeste revela um quadro desafiador. De acordo com as pesquisas mais recentes, ele aparece com índices de intenção de voto que variam entre 12% e 18%. Em contraste, o ex-presidente Lula (PT) apresenta uma vantagem expressiva, com intenções de voto que giram entre 60% e 65% em diferentes cenários eleitorais.
O melhor resultado registrado para Flávio (18%) ocorre em uma simulação onde ele disputa com Lula, Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão), situação em que Lula fica com 62%. No cenário menos favorável, Flávio alcança apenas 12% contra 65% de Lula.
Em outra variação de pesquisa, Flávio é apontado com 13% das intenções de voto quando se coloca em confronto direto com Lula e outros principais nomes da direita, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD), Ronaldo Caiado (União) e Romeu Zema (Novo).
Expectativas e Projeções
O contexto atual apresenta um desafio significativo para Flávio Bolsonaro, especialmente no que diz respeito ao fortalecimento de sua base no Nordeste, uma região que historicamente tem demonstrado preferência pelo partido dos trabalhadores. A articulação de Marinho, portanto, pode ser vista como uma tentativa de reverter esse cenário desfavorável e ampliar as possibilidades de apoio a Flávio durante a corrida presidencial.
À medida que a pré-campanha avança, será crucial observar como a estratégia do PL se desenvolverá e qual será o impacto real das movimentações políticas, não apenas no Nordeste, mas em todo o Brasil. A proposta é que as ações sejam bem elaboradas e adaptáveis, levando em conta as necessidades e anseios da população em cada estado.

