Desempenho Preocupante nas Faculdades de Medicina do RJ
Recentemente, um levantamento revelou que 45% das faculdades de medicina em operação no Estado do Rio de Janeiro apresentaram desempenhos insatisfatórios na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Esse cenário acendeu um sinal de alerta sobre a qualidade da formação de novos médicos na região, levando especialistas a recomendar a aprovação de um projeto de lei no Congresso Nacional que visa a implementação de um exame obrigatório para a obtenção do registro profissional.
O Enamed, um exame anual destinado a avaliar tanto o desempenho dos estudantes quanto a qualidade do ensino médico, teve a participação de mais de 39 mil alunos em todo o Brasil. No estado do Rio, foram 3.302 estudantes que realizaram a prova, e os resultados mostraram que 45% dos cursos avaliados receberam notas 1 ou 2 — as duas mais baixas em uma escala que vai até 5. Em comparação, no cenário nacional, esse número corresponde a 30% das instituições.
Em termos práticos, isso significa que, das 22 faculdades de medicina existentes no estado, 10 obtiveram resultados muito ruins, todas elas sendo instituições privadas, e o Rio de Janeiro registrou o pior desempenho na Região Sudeste. Os números de comparação são alarmantes:
- RJ – 45%
- SP – 34%
- ES – 0%
- MG – 26%
A instituição que se destacou negativamente foi a Estácio de Angra dos Reis, que recebeu conceito 1, com apenas 21,3% de seus alunos atingindo o nível considerado de “proficiência” — ou seja, acertar mais de 50% das questões da prova. Outras faculdades que ficaram com conceito 2 incluem Unig Nova Iguaçu, Unid Itaperuna, Unigranrio (Rio de Janeiro e Caxias), Unifeso (Teresópolis), Unifoa (Volta Redonda), Atya (Itaperuna) e Unifamesc (Bom Jesus do Itabapoana).

