Análise do Cenário Educacional Brasileiro
No dia 4 de outubro, mais de 150 milhões de brasileiros irão às urnas para eleger deputados, governadores e o presidente da República. Neste momento crucial, os eleitores devem considerar o desempenho dos governos estaduais, especialmente em um tema tão vital quanto a educação. A avaliação do sistema educacional é essencial para determinar o futuro do país.
A ONG Todos Pela Educação realizou um levantamento detalhado envolvendo 16 estados brasileiros cujos governadores estão em seus mandatos há mais de quatro anos. Este tempo, sem dúvida, deveria ter sido suficiente para que fossem implementadas ações para melhorar a qualidade da educação. As unidades da Federação analisadas incluem representantes de todas as regiões do Brasil, como o Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro no Sudeste; Paraná e Rio Grande do Sul no Sul; Goiás e Mato Grosso no Centro-Oeste; Paraíba e Rio Grande do Norte no Nordeste; e Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins no Norte, além do Distrito Federal. Esses estados concentram uma parte significativa da população nacional.
Desempenho da Educação Fundamental e Médio
Um ponto de destaque negativo é o desempenho do Rio de Janeiro, que se tornou o único estado a apresentar retrocesso entre os anos de 2017 e 2023 em relação ao indicador de aprendizado do ensino médio, desenvolvido com base nos testes do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Este estado não apenas caiu para o 25º lugar, como também registrou a maior queda entre todas as unidades federativas. Essa situação alarmante exige atenção redobrada.
Os resultados mais recentes do Saeb foram coletados no fim de 2025, mas a divulgação desses dados deve ocorrer apenas após as eleições. Existe a expectativa de que a avaliação de 2025 possa oferecer um cenário mais otimista, no entanto, com os dados disponíveis até o momento, é evidente que a gestão educacional do governo do Rio de Janeiro se encontra sob reprovação.
Estados com Avanços Positivos
Por outro lado, os estados que apresentaram aumento nas notas do Saeb, superando a média nacional entre 2017 e 2023, foram considerados exemplos positivos. O Pará, apesar de ainda ter uma nota inferior à média nacional, destacou-se com o maior crescimento entre todas as unidades analisadas, saltando da 27ª posição para a 16ª. A Paraíba também obteve um desempenho notável, avançando do 23º para o 18º lugar.
Goiás, por sua vez, alcançou o primeiro lugar no ranking, após ocupar a terceira posição em 2017, enquanto o Paraná subiu do sétimo para o segundo lugar. Estados como Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais mantiveram-se acima da média nacional, mas as melhorias foram pequenas, resultando em perda de posições: o Espírito Santo caiu do primeiro para o terceiro lugar, o Rio Grande do Sul do segundo para o quarto e Minas Gerais do quarto para o sétimo.
Outros estados, como Rondônia, Acre, Distrito Federal, Mato Grosso e Tocantins, também mostraram desempenho positivo, embora ainda insuficiente para ultrapassar a média nacional. É fundamental que os próximos governadores se inspirem em exemplos de sucesso; no caso do Rio de Janeiro, a nova administração terá como dever urgente recuperar o tempo perdido e evitar um retrocesso ainda maior.

