Mobilização da Direita e Críticas ao Silêncio de Aliados
Eduardo Bolsonaro, em uma postura firme, expressou sua insatisfação com aliados que não se engajam ativamente na política. A declaração ocorreu por meio do X, onde ele e seu irmão, Flávio Bolsonaro, foram elogiados por líderes políticos das Américas e do Oriente Médio, ressaltando a importância de uma frente unida da direita. Segundo Eduardo, os últimos dois meses de sua pré-candidatura têm sido desafiadores, e ele criticou aqueles que parecem alheios ao movimento político em curso.
“Não estou pedindo postagens diárias nem ‘copiar e colar’ a nossa agenda. No entanto, quem está na arena política precisa estar na mesma página. Integrar um movimento e permanecer em silêncio não é neutralidade. É omissão deliberada”, afirmou Eduardo, ressaltando que a falta de engajamento pode levar a uma percepção negativa.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, voltou a defender a união entre os diferentes segmentos da direita, enfatizando a necessidade de um projeto nacional, seja no primeiro ou segundo turno das próximas eleições. Em entrevista ao blogueiro Paulo Figueiredo Filho, o senador comentou sobre sua proximidade política com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), após um mal-entendido recente relacionado a declarações sobre as eleições no estado.
Expectativas de Alianças e Ações Futuras
Flávio disse: “Tarcísio talvez seja a maior revelação política dos últimos anos. Ele é do grupo do Bolsonaro. Saiu da costela do Bolsonaro.” O senador também elogiou a capacidade de Tarcísio, que, segundo ele, é um gestor competente, capaz de conquistar a confiança do eleitor paulista. Flávio Bolsonaro acredita que a multiplicidade de candidaturas da direita não enfraquecerá as opções da oposição em 2026, destacando sua intenção de buscar a unidade dentro do grupo, independentemente do andamento das eleições.
Recentemente, Tarcísio, cotado como um nome forte para a disputa presidencial, afirmou que seu foco é em seu projeto no estado de São Paulo e que sua prioridade é a reeleição. Após se encontrar com Jair Bolsonaro na prisão, o governador declarou que seu papel no cenário político é apoiar Flávio na corrida ao Planalto.
“Meu interesse é permanecer em São Paulo. Isso não é uma controvérsia. Temos um projeto a longo prazo a ser cumprido”, disse Tarcísio, reiterando o apoio a Flávio e a estratégia de fortalecer a união entre as forças conservadoras, diante de uma situação financeira e ética delicada no país.
Tensões e Distensão nas Relações Políticas
A visita do governador a Jair Bolsonaro aconteceu após um episódio que havia gerado desconforto. Na semana anterior, uma declaração de Flávio, que antecipava o teor da conversa, provocou mal-estar e levou Tarcísio a cancelar a visita inicialmente programada. Na ocasião, o senador havia sugerido que Bolsonaro deveria priorizar sua reeleição em São Paulo, descartando uma eventual candidatura presidencial.
O cancelamento foi inicialmente justificado por compromissos do governador, mas a interpretação nos bastidores indicava que havia um incômodo com a repercussão da situação. Por isso, muitos vêem a visita como um gesto de distensão nas relações, ainda que a disputa pelo papel de Tarcísio nas articulações políticas para 2026 permaneça em aberto.
Ao olhar para o futuro, a expectativa é que a direita se una em torno de um projeto sólido para enfrentar os desafios que se aproximam, com Flávio e Tarcísio buscando fortalecer suas bases e ampliar o apoio popular nas próximas eleições.

