Eduardo Bolsonaro Se Recusa a Retornar ao Cargo na PF
Na última sexta-feira, 2, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro manifestou sua indignação em relação à ordem de retorno ao cargo na Polícia Federal, afirmando que “é óbvio que não tem condição de retornar ao Brasil agora”. Eduardo deixou claro que não entregará seu cargo na Polícia Federal “de mãos beijadas”, em resposta à portaria publicada que determina seu “retorno imediato” à Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
“Ficarei firme… Vou lutar por ele (meu cargo na Polícia Federal). Sou uma pessoa que batalhou para ser aprovado nesse concurso. Sei que querem pegar minha aposentadoria da PF, bem como meu porte de arma e minha pistola Glock, que é brasonada da Polícia Federal até hoje. Querem me prejudicar”, declarou Eduardo em um vídeo divulgado em sua conta na plataforma X.
A reação de Eduardo ocorre após uma decisão da diretoria de gestão de pessoas da PF que anunciou a cessação do afastamento do ex-parlamentar a partir de 19 de dezembro, após a Câmara dos Deputados declarar a perda de seu mandato em razão de faltas. Eduardo, que reside atualmente no Texas, EUA, desde março de 2025, tem sido alvo de críticas e alegações de perseguição política.
No vídeo, ele argumenta que “não tem condição de retornar ao Brasil”, citando o recente retorno de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, à carceragem da PF em Brasília. Jair recebeu alta na quinta-feira, 1, após passar por cirurgias, mas voltou a cumprir a pena de 27 anos por sua condenação relacionada ao golpe de Estado durante seu governo em 2022.
A Perseguição e as Críticas à PF
Eduardo Bolsonaro reiterou seus sentimentos de ser um “alvo de perseguição” e criticou a atual cúpula da Polícia Federal. “Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos que chefiam a Polícia Federal”, afirmou. Ele completou sua declaração dizendo: “Que a ‘Gestapo’ faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”.
Contexto da Decisão da PF
Com a determinação da Polícia Federal nesta sexta-feira, 2, para que Eduardo Bolsonaro retome sua função de escrivão, ele deve voltar a ser lotado na delegacia da corporação em Angra dos Reis, conforme publicado no Diário Oficial da União. O afastamento de Eduardo da PF chegou ao fim após a Câmara dos Deputados declarar a perda do seu mandato em 18 de dezembro, devido a diversas faltas. Como resultado, a licença concedida para o exercício de seu mandato eletivo perdeu a validade.
Eduardo ocupou o cargo de escrivão da Polícia Federal entre 2010 e 2014, tendo passado por departamentos em Guajará-Mirim (RO), Guarulhos (SP), São Paulo e Angra dos Reis (RJ), antes de assumir como deputado federal, conforme indica sua biografia no site da Câmara. Formado em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele tem uma trajetória marcada pela proximidade da política e da segurança pública.

