Eduardo Paes Deixa a Prefeitura para Focar na Campanha
Eduardo Paes (PSD), atual prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo do estado, anunciou que pretende deixar seu cargo no dia 20 de março. A decisão foi comunicada a seus aliados durante uma reunião do diretório estadual do PSD, realizada na terça-feira, 13. Uma fonte do partido, que participou do encontro, confirmou a informação à revista VEJA.
De acordo com a legislação eleitoral, o prazo para desincompatibilização se encerra no início de abril, seis meses antes do primeiro turno das eleições. Com a saída de Paes, o vice-prefeito, Eduardo Cavaliere, também do PSD, assumirá temporariamente a prefeitura.
No cenário político atual, Eduardo Paes se apresenta como o único pré-candidato à sucessão no Palácio Guanabara. O PL, partido do governador Cláudio Castro, e outras siglas que apoiam o governo ainda não escolheram um nome para a disputa em outubro. A situação política se complicou ainda mais após a prisão do deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União), que era há pouco tempo considerado o favorito para liderar a chapa da direita.
Rodrigo Bacellar, agora em liberdade e usando tornozeleira eletrônica, viu seus planos políticos frustrados, enquanto novas articulações começam a se formar em torno da definição de um candidato para a base governista. As lideranças do PL reconhecem a urgência de formalizar um nome para a disputa, seja de dentro do próprio partido ou de uma legenda aliada. O objetivo é minimizar a vantagem de Paes, que é atualmente o único pré-candidato conhecido entre os eleitores.
A saída de Paes da prefeitura representa uma movimentação significativa no tabuleiro político do Rio de Janeiro, especialmente em um momento delicado, onde os partidos estão reavaliando suas estratégias para as eleições deste ano. Com o imbróglio causado pela prisão de Bacellar, o PL e seus aliados precisam agir rapidamente para não perder espaço na corrida eleitoral.
Enquanto isso, o prefeito se dedica a estruturar sua campanha e conquistar apoio popular, na expectativa de que sua experiência administrativa seja um trunfo nas urnas. A definição de sua saída ocorre em um contexto onde as articulações políticas estão se intensificando, e o eleitorado começa a se mobilizar em torno das candidaturas. Com a data marcada para sua desincompatibilização, a expectativa é alta para o desenrolar desta disputa pela liderança do estado.

