Renúncia de Paes e Seus Impactos na Política do Rio
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do PSD, revelou que deixará seu cargo no próximo dia 20 de março. A decisão, que já era amplamente esperada, se dá em função de sua pré-candidatura ao governo do estado. De acordo com a legislação eleitoral, os candidatos devem se afastar de seus postos até seis meses antes das eleições, um prazo que se encerrará em abril.
No último sábado, 31 de fevereiro, Paes participou de um evento em um bar na cidade e, durante seu discurso, anunciou oficialmente a data de sua renúncia, que será feita em favor do vice-prefeito, Eduardo Cavaliere. Filiado ao mesmo partido, Cavaliere é um conhecido aliado de Paes, tendo ocupado cargos importantes como o de secretário do Meio Ambiente e da Casa Civil no passado.
A Segunda Tentativa de Paes ao Governo do Estado
Essa não é a primeira vez que Paes tenta conquistar o governo do Rio de Janeiro. Em 2018, ele disputou as eleições pela primeira vez, quando ainda era filiado ao Democratas, o qual posteriormente se uniu ao PSL para criar o atual União Brasil. Durante a disputa de 2018, Paes se destacou nas pesquisas, liderando a corrida eleitoral por muito tempo. Contudo, na fase decisiva, foi superado por Wilson Witzel, do PSC, que venceu no segundo turno. Witzel, que enfrentou um processo de impeachment em 2021, foi sucedido pelo vice, Cláudio Castro, atual governador pelo PL.
Eduardo Paes encerra seu período na prefeitura do Rio após um impressionante histórico de quatro eleições para o cargo. Ele começou sua trajetória política como vereador e, em seguida, foi deputado federal por dois mandatos. Em 2008, Paes foi eleito prefeito, sendo reeleito quatro anos depois. Após a tentativa frustrada de chegar ao governo, ele retornou à disputa pela prefeitura em 2020, derrotando Marcelo Crivella, do Republicanos. Em 2024, Paes venceu novamente a eleição, desta vez no primeiro turno, solidificando sua posição na política carioca.
Com a renúncia marcada, os próximos passos de Eduardo Paes na política fluminense estarão em foco, especialmente em um cenário onde as eleições estaduais prometem ser acirradas. A movimentação já gera expectativa entre os eleitores e entre aliados e adversários, que buscam entender o impacto de sua saída da prefeitura na administração municipal e na corrida pelo governo do estado.

