Desafios na Educação de Campinas
Recentemente, a Secretaria de Educação de Campinas anunciou ações para melhorar o índice de alfabetização na rede municipal de ensino, ao mesmo tempo em que enfrenta problemas significativos. Entre eles, destaca-se a necessidade de construir novas escolas na região do Campo Belo, tanto para a educação infantil quanto para o ensino fundamental. Além disso, reformas em instituições existentes são urgentes para garantir acessibilidade a todos os estudantes.
A titular da pasta, Patrícia Adolf Lutz, reconhece que, embora não haja uma fila de espera para vagas, alunos do Campo Belo são frequentemente obrigados a se deslocar para escolas em outras regiões. “Atualmente, precisamos transportar alunos daquela área para garantir que todos estejam na escola, mas nosso objetivo é oferecer conforto para os estudantes, pois isso impacta diretamente no bem-estar e na aprendizagem”, afirma.
O crescimento populacional e os desafios estruturais
Patrícia, que já atuou como dirigente regional de ensino na rede estadual, observa que o Campo Belo é uma área que cresceu rapidamente, complicando os esforços para encontrar terrenos adequados para novas construções. “Existem regiões em nossa cidade que apresentam mais desafios do que outras. O Campo Belo, por exemplo, é uma área onde a expansão foi tão acelerada que já enfrentamos dificuldades para localizar áreas disponíveis para construir escolas”, explica.
Sobre o futuro, Patrícia assegurou que a construção de novas unidades de ensino está sendo discutida e que vários terrenos estão em processo de avaliação para regularização. “Nosso objetivo é trazer a escola mais perto dos alunos. Assim que conseguirmos um terreno, vamos avançar com a construção”, complementa.
Acessibilidade e reformas necessárias
Desde que assumiu a secretaria em outubro de 2025, Patrícia está ciente da necessidade de adequar as escolas existentes, como a Escola Municipal Padre Leão Vallerié, que atualmente passa por reformas. Alunos dessa unidade estão viajando até 50 quilômetros diariamente para estudar em um espaço alugado pela prefeitura devido às obras. Embora a reforma tenha sido considerada concluída, a acessibilidade ainda é uma preocupação.
Durante a série “Ser Acessível” realizada pelo portal g1, foi destacado o caso de um aluno que não conseguia acessar a quadra da escola em razão das escadas. Apesar da informação de que não havia previsão inicial para obras de acessibilidade, a Secretaria de Educação se comprometeu a incluir essas adequações.
Patrícia explica que não apenas a Escola Padre Leão, mas várias outras instituições enfrentam problemas de acessibilidade, resultado de construções que não priorizavam tais necessidades. “Construções de 30 anos atrás realmente não previam as adaptações necessárias. Notamos uma evolução significativa na inclusão de pessoas com deficiência na sociedade, mas ainda há muito a ser feito”, ressalta.
O futuro das adequações nas escolas
Quando questionada sobre prazos para as melhorias, a secretária não forneceu datas específicas, mas assegurou que haverá investimentos em acessibilidade ao longo de 2026. “Gostaria de ser mais rápida em implementar essas adequações, mas estamos comprometidos em garantir esses direitos. Estamos identificando quais prédios precisam de reforma. Não conseguiremos atender a todos de uma vez, mas estamos priorizando os casos mais urgentes. Certamente, teremos obras em andamento este ano”, conclui.

