Estado enfrenta grave cenário devido a disparo nas internações
Nos meses de março e abril, o Rio Grande do Sul registrou um alarmante aumento de 533,3% nas hospitalizações decorrentes do vírus influenza. Esse cenário tem gerado preocupações nas autoridades locais, que já alertam para um potencial colapso na capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em relação à infraestrutura pediátrica.
Além do aumento significativo nas internações por influenza, também foi notada uma elevação de 102,7% nas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e um impressionante aumento de 376,9% nas hospitalizações causadas pelo rinovírus. Esses dados foram coletados entre a 7ª e a 10ª semana epidemiológica de 2026, que abrange o período de 15 de fevereiro a 14 de março.
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O governo do estado emitiu um decreto de emergência de saúde pública, que terá validade de 120 dias, podendo ser prorrogado dependendo da evolução dos indicadores epidemiológicos. O Boletim Infográfico do Ministério da Saúde aponta uma tendência de crescimento dos casos de SRAG, com possibilidade de alcançar um nível moderado de incidência. Essa situação é preocupante, pois indica um aumento na circulação de vírus respiratórios no estado.
Os números são ainda mais alarmantes quando se observa a proporção de casos de síndrome gripal em relação às consultas gerais nas Unidades Sentinelas. A taxa subiu de 5,6% na 6ª semana epidemiológica para 12,3% na 12ª semana, mostrando uma tendência de elevação no número de atendimentos relacionados a infecções respiratórias.
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Para enfrentar essa crise, o governo estadual já havia anunciado, em 16 de março, a destinação de R$ 75 milhões para reforçar a rede hospitalar. Esse montante permitirá a habilitação de quase 1,5 mil novos leitos, distribuídos entre clínicos e de UTI. Dentre os leitos clínicos, 236 serão pediátricos e 778 adultos, enquanto 464 leitos de UTI contarão com 338 voltados para adultos e 126 para crianças.
A expectativa é que a habilitação dos primeiros leitos pediátricos comece a ser implementada na primeira semana de maio. Essa ação visa garantir um suporte necessário diante do aumento crescente de internações e internações hospitalares, pelo que se torna fundamental acompanhar a evolução da situação e, se necessário, expandir ainda mais a capacidade do sistema de saúde. O estado se vê, portanto, diante de um grande desafio para gerenciar a saúde pública em tempos tão complexos.

