Uma Trajetória Marcante no Ensino e na Arte
A artista plástica e professora de artes Geci Helena Feoli Anele faleceu, aos 92 anos, em Porto Alegre, na última segunda-feira (16). A causa de sua morte foi um acidente vascular cerebral (AVC). Formada em Belas Artes pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Geci deixou um legado de dedicação ao ensino, à arte e à vida familiar.
Nascida em 6 de dezembro de 1933, em Porto Alegre, Geci era filha de imigrantes italianos oriundos de Morano Calabro, localidade situada na Calábria, sul da Itália. Sua conexão com as raízes familiares e a cidade natal foi uma constante em sua vida. Geci era casada com o arquiteto e urbanista Battistino Anele, que faleceu em 1985. Juntos, formaram uma família que sempre foi prioridade em sua vida, equilibrando a rotina doméstica com a carreira profissional.
Papel Fundamental na Educação
Com uma sólida formação acadêmica, Geci atuou como professora de artes em várias instituições, como o Colégio Menino Deus, a Escola Estadual Olintho de Oliveira e a Escola Rio de Janeiro. Ao longo de sua carreira, estabeleceu relações de afeto com colegas e alunos, muitas das quais perduraram até seu falecimento. Sua habilidade em conectar-se com os jovens e transmitir conhecimento foi notável, refletindo seu amor pela educação.
Além de sua atuação nas salas de aula, Geci também fez parte do Gabinete da Primeira-Dama do Rio Grande do Sul entre 1983 e 1987, durante o governo de Jair Soares. Nesse período, ela colaborou em projetos sociais e culturais, reforçando seu compromisso com a comunidade.
Arte como Forma de Vida
A produção artística foi uma constante na vida de Geci. Ela se destacou na criação de esculturas e no delicado trabalho de douramento a ouro fino de imagens sacras, um ofício que ela tratava como um verdadeiro ritual, repleto de sensibilidade e precisão. Além disso, Geci dominava a arte da caligrafia, tendo se tornado famosa por sua habilidade em elaborar convites de casamento nas décadas de 1980 e 1990.
Memórias e Legado Familiar
Conhecida por sua simpatia, elegância e por ser uma pessoa agregadora, Geci apreciava momentos de lazer, como viagens e danças. Ela era uma anfitriã exemplar, recebendo amigos e familiares com pratos típicos da culinária calabresa e sobremesas que se tornaram marca registrada em suas reuniões.
Geci deixa quatro filhos: Ricardo, Nino, Alexandre e Marcos, além de noras e netos, que ressaltam a importância dela na união familiar. Sua presença será sempre lembrada e celebrada.

