COMSI: Uma Nova Abordagem na Gestão de Dados
No dia 12 de fevereiro, o Comitê Gestor do Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão (COMSI) teve sua primeira reunião, um evento híbrido que simboliza o início de uma nova era para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O comitê foi criado para transformar a maneira como o Iphan organiza, atualiza e disponibiliza informações sobre os bens culturais brasileiros, visando garantir mais eficiência e transparência.
A gestão anterior, centralizada no Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão (SICG), enfrentava sérios desafios, como a fragmentação e a inconsistência dos dados. Relatórios de auditoria interna apontaram falhas na governança e na qualidade das informações, dificultando a tomada de decisões estratégicas e o acesso da sociedade a dados relevantes sobre o patrimônio nacional.
O Papel do COMSI na Modernização das Informações Culturais
Com o surgimento do COMSI, a expectativa é que o modelo de gestão se baseie em evidências, com dados mais confiáveis e acessíveis. Instituído pela Portaria nº 309, o COMSI tem como função coordenar e supervisionar a gestão de dados do Iphan. Composto por nove membros titulares, o Comitê se reunirá a cada quatro meses, reunindo especialistas das áreas técnicas e de tecnologia da informação do Instituto.
Entre as atribuições do COMSI estão a definição dos métodos de gestão dos dados sobre o patrimônio cultural, a garantia da qualidade e completude das informações, além da promoção da transparência junto ao público interno e à sociedade civil. A primeira reunião, realizada recentemente, estabeleceu as bases para o funcionamento do Comitê e delineou os próximos passos a serem tomados.
Inovações Tecnológicas em Desenvolvimento
Uma das principais novidades apresentadas pelo COMSI é o desenvolvimento de três novos sistemas que visam modernizar a gestão das informações culturais brasileiras. O primeiro deles é um Hub de Bens, que servirá como um ambiente interno para cadastrar e manter atualizadas as informações sobre os bens culturais. O segundo, a Plataforma de Dados, integrará dados que atualmente estão dispersos em diversos sistemas, permitindo que o Iphan tome decisões fundamentadas em uma visão mais completa do patrimônio.
Por fim, destaca-se o Sistema Nacional de Informações e Indicadores do Patrimônio Cultural (SNIIP). Este sistema será vinculado ao Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC) do Ministério da Cultura e inspirado no Framework for Cultural Statistics (FCS) da Unesco. O SNIIP funcionará como uma plataforma online que permitirá aos cidadãos consultarem informações sobre bens culturais, ações e agentes envolvidos na preservação do patrimônio cultural brasileiro.
Benefícios para a Sociedade
Para os cidadãos, a mudança mais significativa será a implementação do SNIIP. Com isso, as informações sobre o patrimônio cultural brasileiro se tornarão mais acessíveis e organizadas, facilitando consultas sobre o estado de conservação de bens tombados e sobre ações de salvaguarda de bens imateriais. Segundo Cejane Pacini, diretora do Departamento de Articulação, Fomento e Educação (Dafe), “a criação do COMSI representa um avanço em termos de credibilidade institucional e tomada de decisão baseada em evidências”.
Essa iniciativa não apenas visa a transparência na gestão do patrimônio cultural, mas também promete mais eficiência na preservação da memória nacional, preparando o Instituto para proteger ainda melhor a identidade cultural dos brasileiros.
Considerações Finais
Com a formação do COMSI e o desenvolvimento de novas ferramentas, o Iphan se posiciona para enfrentar os desafios da gestão de dados culturais de forma mais eficaz e transparente. As inovações propostas prometem transformar a relação da sociedade com o patrimônio cultural, garantindo que informações cruciais estejam disponíveis para todos. Para mais detalhes sobre as iniciativas do Iphan, entre em contato com a Assessoria de Comunicação pelo e-mail [email protected].

