Investigação sobre a execução de Paulinho Sabiá
A irmã de Paulinho Sabiá, Adriana, está sendo investigada pela polícia em relação ao assassinato do capoeirista. Segundo as autoridades, ela teria prometido R$ 50 mil pela execução do irmão, mas não teria cumprido com o pagamento, o que levanta questões sobre seu envolvimento no crime. Além de Adriana, a polícia prendeu Juan dos Santos, conhecido como Juan do Alemão, que confessou ter pilotado a moto utilizada durante o homicídio e indicou Adriana como a mandante da ação.
A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí agora se empenha em descobrir outros participantes do crime, numa investigação que promete desdobramentos significativos. Até o momento, Adriana se recusou a prestar depoimento, afirmando que só o fará após seu advogado ter acesso ao processo.
Reunião no Complexo do Alemão
De acordo com as investigações, Adriana já tinha uma relação anterior com um dos assassinos, que a conduziu até uma reunião no Complexo do Alemão, onde ela teria oferecido aos comparsas de Juan a quantia de R$ 50 mil pela execução de Paulinho. O delegado Willians Batista declarou: “Ela já tinha uma ligação prévia com um dos assassinos e se reuniu com eles, onde ofereceu a recompensa”. Segundo o delegado, a expectativa era que o pagamento fosse feito com o dinheiro que Adriana acreditava encontrar na residência do irmão, mas apenas R$ 10 mil foram adiantados.
As investigações também revelam que Adriana teria instruído os criminosos para que a execução aparentasse um latrocínio, ou seja, um roubo seguido de morte. “Ela pediu que algum bem dele fosse subtraído para dar essa aparência”, detalhou o delegado.
Tentativa de homicídio anterior
Um detalhe alarmante que emerge das investigações é a tentativa de homicídio sofrida por Paulinho apenas dois dias antes de sua morte. Registros mostram que um homem havia apontado uma arma para sua nuca, mas a arma falhou. Segundo o delegado, Adriana demonstrou grande irritação quando os planos anteriores de ataque não se concretizaram.
Discussões sobre patrimônio e motivações financeiras
Testemunhas também revelaram que existia uma disputa acirrada entre Adriana e Silmara, namorada de Paulinho, a respeito do patrimônio deixado pelo capoeirista. Em 23 de fevereiro, apenas três dias após o enterro de Paulinho, Adriana teria confrontado Silmara na casa onde o casal residia, exigindo que ela deixasse o local.
Silmara relatou à polícia que as tensões em torno dos bens de Paulinho eram palpáveis. O delegado confirmou que a motivação financeira está clara para a Delegacia de Homicídios. “Adriana já havia sido investigada anteriormente por um furto relacionado a valores que Paulinho mantinha guardados”, revelou.
Os bens em disputa incluíam não apenas a residência onde funcionava a escola de capoeira, mas também terrenos em Maricá, um carro, motos antigas e investimentos financeiros que totalizavam cerca de R$ 100 mil, além de valores em dinheiro que estavam guardados na casa.
O crime
Na noite do crime, Paulinho estava no banco do carona de um veículo dirigido por Silmara. No cruzamento da Rua Sete de Setembro com a Rua Lemos Cunha, dois homens em uma moto se aproximaram e dispararam à queima-roupa contra o capoeirista. Ele foi atingido por três tiros, enquanto os criminosos fugiram imediatamente.
A investigação do crime foi assumida pela Delegacia de Homicídios, que iniciou a perícia do local e analisou imagens de câmeras de segurança, além de ouvir testemunhas para elucidarem os detalhes da ação criminosa.
A vida de Paulinho Sabiá foi lembrada por muitos que o consideravam uma pessoa especial, querido por todos ao seu redor. Segundo relatos, ele não teria inimigos conhecidos, o que torna o crime ainda mais enigmático e chocante para a comunidade.

