Desafio e esperança na busca por tratamento especializado
Kerolay enfrenta uma rotina de cuidados intensos com sua filha Maria Elis, que nasceu com encefalopatia crônica não evolutiva, conhecida como paralisia cerebral. Após um processo de inscrição, a criança foi selecionada para atendimento em uma instituição de saúde especializada em neurorreabilitação e ortopedia no Rio de Janeiro. A consulta está marcada para o dia 27 de julho, mas a mãe pretende chegar à capital fluminense dois dias antes para garantir uma adaptação tranquila e evitar imprevistos.
Custos elevados para a viagem e o tratamento
Embora o atendimento especializado e as consultas sejam oferecidos gratuitamente pela rede de saúde, as despesas com passagens aéreas, hospedagem, alimentação e transporte ficam sob responsabilidade da família. As passagens de ida e volta custam cerca de R$ 2,4 mil por pessoa, enquanto a hospedagem mais econômica para 15 dias está em torno de R$ 3,5 mil, o que eleva consideravelmente os custos da viagem.
Para arrecadar os recursos necessários, Kerolay criou a campanha “Doces da Maria Elis” e organiza a venda de brigadeiros, bolos de pote e brownies aos finais de semana, com o apoio de familiares e amigos voluntários. O primeiro fim de semana de vendas teve início no dia 7 de junho, e a mãe planeja continuar até a data da viagem. Além disso, ela estuda a realização de uma feijoada beneficente no início de julho para fortalecer a arrecadação.
Leia também: Ministério da Gestão reajusta contrato de telecomunicações no Rio com aumento de quase 10%
Leia também: Niterói avança na elaboração do Plano de Gestão Integrada da orla marítima até 2027
História de luta desde o nascimento
A história de Maria Elis começou antes mesmo de seu nascimento. Prematura extrema, veio ao mundo com apenas 28 semanas de gestação, no dia 25 de dezembro de 2023. Passou mais de 90 dias internada, sendo 54 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 30 dias entubada e outros 15 com suporte de oxigênio. Aos seis meses, começaram as crises convulsivas e, dois meses depois, veio o diagnóstico de paralisia cerebral.
Desde então, a rotina da família consiste em consultas, terapias e frequentes idas ao Pronto-Socorro devido às crises. Kerolay destaca a dificuldade enfrentada no Acre para obter atendimentos especializados regulares. A irregularidade dos serviços compromete o desenvolvimento de Maria Elis, já que cada crise pode significar perda de progressos importantes.
Desafios além do tratamento
Além das dificuldades financeiras, a viagem ao Rio de Janeiro representa um desafio emocional para Kerolay, que pretende viajar sozinha com Maria Elis pela primeira vez. Ela relata a complexidade de cuidar da filha com necessidades especiais, que envolve carregar cadeira de rodas, bolsa com medicamentos e equipamentos, além de toda a rotina de cuidados. A mãe gostaria de levar sua outra filha para ajudar, mas isso dependerá do sucesso da arrecadação.
Leia também: Loja em Petrópolis é furtada após criminoso abrir buraco no banheiro; prejuízo chega a quase R$ 3 mil
Kerolay mantém o foco na esperança de que o tratamento na instituição especializada possa melhorar a qualidade de vida de Maria Elis. Enquanto isso, a mobilização da família e da rede de apoio segue firme para garantir que a viagem aconteça sem maiores obstáculos.

