Marília Campos Questiona a Estratégia Eleitoral do PT
No comando da segunda maior cidade governada pelo PT no Brasil, a prefeita de Contagem (MG), Marília Campos, expressou sua insatisfação com a lentidão do partido na definição de candidaturas para as eleições deste ano. No estado, que abriga o segundo maior colégio eleitoral do país, o PT enfrenta dificuldades para formar sua chapa majoritária. Até o momento, não há indicações claras para as disputas ao governo estadual e ao Senado, uma vaga que Marília almeja com afinco.
A prefeita comentou sobre a situação em entrevista ao jornal O Tempo, ressaltando que, na sua visão, o PT está adotando uma estratégia eleitoral que está atrasada. ‘Na verdade, o PT está com uma estratégia eleitoral, na minha opinião, atrasada. E não só para discutir a questão do Senado, como também de todo o processo eleitoral. E isso é uma questão urgente’, afirmou. Marília enfatizou a importância de agilizar as definições para garantir um processo eleitoral eficaz e competitivo.
Candidatura ao Senado e Desafios do PT
Marília Campos tem defendido que, caso decida deixar a prefeitura, deve ser a única candidata apoiada por Lula na disputa pelo Senado em Minas Gerais. Entretanto, o partido também considera a possibilidade de apoiar o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), que é cogitado para a outra vaga em disputa. No que diz respeito à corrida pelo governo do estado, o PSD já lançou o nome do vice-governador Matheus Simões como pré-candidato, que se transferiu do partido Novo para concorrer pelo Palácio da Liberdade no ano passado.
A pré-candidatura de Simões representa um obstáculo aos planos do presidente Lula (PT). O petista já manifestou seu desejo de ter Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, como seu candidato ao governo de Minas. Pacheco, que foi cogitado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal no ano passado, acabou sendo preterido em favor do advogado-geral da União, Jorge Messias, na escolha do novo ministro.
Alternativas para o PT em Minas Gerais
Como uma opção alternativa, caso Pacheco não busque uma nova legenda para concorrer, o PT considera apoiar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que recentemente se filiou ao PDT. Kalil pretende novamente disputar o governo estadual, algo que já tentou em 2022, quando foi derrotado por Romeu Zema, do Novo. Sua aproximação com líderes petistas tem ocorrido desde o final do ano passado, com participações em encontros com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
Do lado oposto, a corrida ao governo também conta com a presença do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e possíveis movimentações do PSDB, que poderá lançar o ex-governador Aécio Neves como candidato. Aécio tem adotado uma postura mais ativa em campanhas publicitárias do partido, intensificando sua presença no cenário político atual.

