Mobilizações em destaque nas principais cidades do Brasil
Neste domingo (1º), diversas manifestações ocorreram em várias cidades brasileiras, tendo como foco as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Intitulada “Acorda Brasil”, a mobilização em São Paulo contou com a presença estimada de 20,4 mil pessoas, segundo o Monitor do Debate Político da USP e a ONG More in Common. No Rio de Janeiro, o ato registrou cerca de 4,7 mil participantes em seu pico.
No estado de São Paulo, a manifestação teve início às 14h na icônica Avenida Paulista e se estendeu até as 17h. Durante o ápice do evento, entre 15h e 16h, as estimativas apontam que o número de manifestantes variou entre 18 mil e 22,9 mil, levando em conta uma margem de erro de 12%, conforme análise de imagens aéreas com tecnologia de inteligência artificial.
Entre as figuras políticas que marcaram presença em São Paulo estavam o senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e os governadores Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás) também participaram. No entanto, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não compareceu, pois estava em viagem à Alemanha, onde participa de uma série de palestras e visitas técnicas.
Críticas e pautas levantadas durante os atos
No Rio de Janeiro, a manifestação ocorreu na Avenida Atlântica, em Copacabana, e teve início pela manhã, encerrando-se no início da tarde. Neste ato, assim como em São Paulo, os participantes expressaram insatisfação com o governo federal e levantaram críticas direcionadas ao STF, especificamente aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Além de São Paulo e Rio de Janeiro, outros estados também realizaram atos significativos. Em Belo Horizonte, por exemplo, presenças marcantes incluíram o deputado federal Nikolas Ferreira, o deputado estadual Bruno Engler e o governador Romeu Zema, que discursaram durante o ato. Em Salvador, a manifestação no Farol da Barra foi marcada por bandeiras do Brasil e camisas nas cores verde e amarela, acompanhadas de um forte clamor por mudanças políticas.
No Distrito Federal, manifestantes se reuniram em frente ao Museu Nacional, com a presença de senadores e deputados, enquanto em Campo Grande, a mobilização incluiu uma carreata pelas ruas da cidade, onde os participantes pediram a saída dos ministros do STF e a anistia para Jair Bolsonaro.
Demonstrando unidade em diferentes locais
As manifestações também ganharam expressão em outras capitais. Em Maceió, a orla da Jatiúca se tornou o cenário de protestos contra Lula e os ministros do STF, com a participação de parlamentares locais. Em Goiânia, a concentração começou na Avenida Assis Chateaubriand e se deslocou até a Praça Cívica, onde foram levantadas bandeiras pela anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Em Recife, a Avenida Boa Viagem foi palco de um protesto onde manifestantes exigiam anistia, enquanto em Porto Alegre, no Parque Moinhos de Vento, os participantes se vestiram de verde e amarelo, expressando suas pautas com faixas críticas ao governo e ao STF. Em Aracaju, manifestantes se reuniram no Bairro 13 de Julho, onde a mensagem contra o presidente Lula também ecoou, acompanhada de músicas que criticavam sua gestão.
Por fim, em Curitiba, os protestos na boca maldita de Curitiba foram marcados por cartazes com frases de ordem política e pedidos de liberdade para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Já em Fortaleza, o ato na Praça Portugal trouxe à tona as vozes de líderes locais que uniram esforços em apoio ao movimento.
Essas mobilizações, embora distintas em seus locais e contextos, demonstram uma unidade temática de descontentamento e exigências em torno da política atual, refletindo um cenário intenso e polarizado que se desenrola no Brasil.

